Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?

Enviada em 22/09/2019

Não tão gigante

Desde o ensino básico, a Floresta Amazônica é apresentada ao brasileiro como a mais importante do planeta, como símbolo do país. Contudo, a mesma tem sofrido com o avanço desenfreado da fronteira agropecuária, o que resulta em perda da biodiversidade e poluição. Além disso, as políticas externas do governo vigente dificultam a cooperação internacional para a proteção da área. Dessa forma, vê-se que é um debate de proporções globais e mais do que importante para a nação brasileira.       Primeiramente, é importante notar que a o atual governo do país é favorável a medidas que facilitem o desenvolvimento econômico do país, independente de suas consequências ambientais. Ou seja, ao enfraquecer as leis de proteção ambiental e ao se posicionar contra instituições especializadas, como o Ibama e o Inpe, o presidente reforça seu foco no extrativismo. Entretanto, a Amazônia recebia um alto investimento internacional proveniente do Fundo Amazônia, em que países estrangeiros custeiam pesquisas para o uso sustentável do bioma, sendo a Alemanha a principal contribuidora. Portanto, fica evidente que há possibilidade de direcionar verbas para proteger a área em parceria com outros países, mas o governo é resistente quanto a essa opção e já suspendeu o mecanismo.

Aliás, cabe ressaltar que há um sentimento de desconfiança por parte do presidente quando se trata de apoio internacional. Por exemplo, o presidente da França, Macron, grande crítico das medidas de Bolsonaro, clama veemente pela defesa da floresta. Porém, sabe-se que essa atitude também é uma estratégia política para aumentar sua popularidade, com a ajuda dos eleitores franceses ambientalistas. e para tirar proveito de uma internacionalização da Amazônia. Logo, o Brasil deve garantir a sua soberania territorial e política para que não haja intervenções diretas de países estrangeiros, mas deve deixar o egoísmo político de lado para usufruir do capital estrangeiro que lhe é doado.

Em síntese, fica claro que o dever de proteger a Floresta deve ser cuidadosamente dividido. Cabe ao Governo Federal, por meio da restituição do Fundo Amazônia, seguindo orientações das instituições ambientais supracitadas, utilizar o capital doado e direcionar a verba estatal para a fiscalização do desmatamento na região para punir infratores e regular as áreas desmatadas. Urge, também, à população continuar se manifestando em redes sociais e em passeatas para conscientizar cada vez mais brasileiros acerca da importância da proteção do meio ambiente. É dessa maneira que será possível tornar o Brasil gigante pela própria natureza novamente e espelhar essa grandeza para as futuras gerações do país.