Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?
Enviada em 26/09/2019
As florestas tropicais e equatoriais representam a maior concentração de biodiversidade que conhecemos no mundo hoje. De todos os países agraciados com extensões desse precioso recurso natural, o Brasil é o que contém a maior cobertura total, e, ainda, apesar de todos os índices de desmatamento registrados nas últimas décadas, com mais de 60 por cento de vegetação original preservada.
O dever mais imediatamente inerente de proteção se deve a cada país cujo território abrigue naturalmente áreas da floresta, bem como suas faixas de transição para outros biomas ou coberturas vegetais, mas, em se tratando de um recurso de importância global, tanto em termos de biodiversidade, quanto climática e hídrica, capaz de impactar áreas em âmbito global, toda comunidade internacional tem o direito de observar e reivindicar ações de promoção da conservação e do uso sustentável.
Considerando a atuação dos diversos agentes, entre globais e locais desde a ECO 92, muitos países da Europa financiam projetos em países menos desenvolvidos da ordem de milhões de dólares por ano; produtores do agronegócio desafiam instituições de fiscalização e a legislação de seus países; populações indígenas e ribeirinhas sofrem com invasões, inundações e degradação de suas terras; bem como os diversos governos brasileiros têm se mostrado extremamente ineficientes em conter os índices de desmatamento ilegais e o cumprimento de compromissos assumidos internacionalmente, apesar de ter diversos órgãos e programas de fiscalização, proteção e controle do território nacional, como podemos citar o INCRA, IBAMA, projeto SIVAM/SIPAM, INPE, dentre outros. É necessário não só eliminar o desmatamento, mas também reflorestar e promover o desenvolvimento sócio-ecológico-ambiental na exploração dos recursos naturais florestais, imprimir um novo modelo de produção capitalista e buscar melhor integração dos povos e das economias de países ricos e pobres, com a colaboração da sociedade civil, empresas e governos.