Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?

Enviada em 03/10/2019

Desde o início de 2019, o Brasil vem sofrendo com retrocessos em sua política ambiental, que contribuem para a degradação de seus biomas. Entre os mais afetados, está a Floresta Amazônica que, recentemente, vem sendo degradada pelo aumento no desmatamento devido ao intenso número de incêndios. Dessa forma, cada vez mais faz-se necessária uma intervenção da comunidade internacional para proteger a Amazônia.

Nesse contexto, o país perdeu, devido as declarações do atual presidente, a ajuda da Alemanha e Noruega, que doavam dinheiro para o Fundo Amazônia. Como se isso não bastasse, o governo também recusou US$ 20 milhões de dólares oferecidos pelo G7, que é um grupo formado pelos países mais industrializados do mundo.

Segundo a Constituição Federal de 1988, é dever do Poder Público e da coletividade preservar o meio ambiente para as presentes e futuras gerações. No entanto, o país imprudentemente vem falhando nessa obrigação, isso ficou claro na gestão do atual governo, por causa da liberação de agrotóxicos, flexibilização das leis ambientais e defesa da exploração da Amazônia para extração de minérios.

Ademais, vale ressaltar que a mata amazônica não só funciona como um “umidificador” para a América do Sul, como também armazena bilhões de toneladas de carbono. Assim, quando uma grande área é desmatada, o carbono é liberado e contribui para o aquecimento global. Por isso, é justo que diversos países ao redor do globo estejam preocupados com  o aumento do desmatamento e doem dinheiro ao Brasil para impedi-lo.

Portanto, é inaceitável que a Floresta Amazônica e outros biomas brasileiros sejam sacrificados para o enriquecimento da indústria madeireira e mineradora. Logo, cabe a população cuidar da biodiversidade e cobrar ações do Estado para sua conservação, nem que seja necessário o país se submeter à ajuda estrangeira.