Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?
Enviada em 01/10/2019
Através das revoluções tecnocientíficas, a modernidade tem propiciado numerosas dádivas ao ser humano. A título de exemplo: passamos da escuridão das cavernas as benesses da geração e utilização de energia elétrica. Conquanto, o uso não sistemático dos recursos naturais, atrelado ao regime de crescimento econômico exponencial, tem resultado em mudanças climáticas e esgotamento do planeta.
Nessa perspectiva, convém ressaltar, que os países desenvolvidos já dizimaram, em grande percentual, suas florestas. Faz-se notória, a essas grandes potências, a importância das matas nativas para o equilíbrio ecológico mundial; pois contribuem ativamente com o ciclo de carbono, ciclo da água e manutenção dos níveis ideais de oxigênio; mecanismos essenciais à vida na terra. Diante desses fatos, os países detentores da maior floresta tropical do mundo, a selva amazônica, possuem uma grande responsabilidade de preservação. Porém, segundo os dados apresentados, em um estudo conduzido por pesquisadores da ONG Conservação Internacional, o Brasil é o primeiro, seguido de outros países, a modificarem leis que afetaram 18 milhões de hectares da floresta amazônica.
Torna-se evidente, portanto, a urgência da luta pela preservação ambiental. Cabe levar em consideração a primazia da vida humana em sua coletividade, posto que, a ação do capitalismo especulativo já demonstrou sua capacidade devastadora. Como disse o Papa Francisco, “Temos que cuidar da nossa casa comum”. Diante desse premente chamado, o cuidado à amazônia e demais florestas, deve ser de responsabilidade mundial.
Conclui-se, então, que deve ser formada uma Entidade de Fundo de Preservação Ambiental Internacional (FPAI) com todos os países: Desenvolvidos, em desenvolvimento e subdesenvolvido. Ser destinado, parte dos recursos do Produto interno Bruto (PIB), para esse órgão colegiado e aplicado a ação de reflorestamento dos países já devastados e preservação dos conservados. Bem como, a conscientização para práticas de uma economia mais criativa e do reaproveitável, através do encargo por Lei de caráter internacional, que só permita a compra de produtos com responsabilidade ambiental. Ademais, Fomentar um grande investimento de cada país, de acordo com suas possibilidades, no ramo da educação, pois só ela tem o poder de transformar e nos ajudar a superar os vários desafios que continuarão a sobrevir.
Tudo isso dar-se-á por meio da formação de uma Polícia ambiental internacional, em parcerias com ONGs de ativismo ambiental. E tan