Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?

Enviada em 30/09/2019

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a proteção da floresta amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país.

É indubitável, que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Tal fato, se reflete nos escassos governamentais nas leis que deveriam proteger a amazônia, o Brasil é o país que mais altera as leis, e devido à falta de administração e fiscalização pública por parte de algumas gestões, isso não é firmado. Segundo pesquisadores liderados pela ONG, entre os anos de 1961 e 2017, 61% das mudanças ocorreram no Brasil.

Outrossim, destaca-se o desmatamento e a poluição como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que as queimadas desenfreadas, aumentam a incidência de carbono gasoso na atmosfera (CO2).

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Destarte, o Ministério do Meio Ambiente deve impor leis mais severas, para que as mesmas não prejudique o bioma. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas e essas mudam o mundo. Logo, o Governo Federal junto com o Governo Estadual deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por biólogos, que discutam a preservação da floresta, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus.