Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?

Enviada em 03/10/2019

No livro “Homo Deus: uma breve história do amanhã”, o autor, Yuval Noah Harari, comenta como a civilização pode destruir de forma irreversível o meio ambiente. Nesse sentido, é importante considerar a proteção da Floresta Amazônica, dever este do Brasil (dado que o Governo antiético é responsável por degradar a selva) e do mundo, já que esse bioma possui uma importância biogenética global.

Primeiramente, é válido ressaltar que ações antiéticas do Estado são causadoras de destruições na região Amazônica. Nessa continuidade, segundo Immanuel Kant, para ser ético, é necessário agir de forma que essa ação possa ser universal. Por essa ótica, o Brasil é antiético por depender economicamente de uma agropecuária exportadora, já que, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), essa prática é responsável por 60% do desmatamento dessa floresta. Dado o exposto, é primordial que o Governo altere essa situação.

Em segundo lugar, o compromisso com o bioma em questão é mundial, visto sua relevância para a medicina. Conforme dados emitidos pela Organização não Governamental “Fundo Mundial para a Natureza”, a Floresta Amazônica é a maior reserva biogenética do mundo. Por essa perspectiva, essa região tem um grande potencial de conter curas para diversas doenças, mas, para isso, o mundo inteiro deve ajudar na proteção dessa selva, já que a cura só pode ser encontrada por meio de pesquisas com a fauna e flora local, que são ameaçadas pela destruição ambiental.

Fica claro, portanto, que a proteção da Floresta Amazônica é dever do Brasil e do mundo inteiro. Para isso, o Governo Federal precisa disponibilizar mais verbas para o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, para que seja possível a construção de tecnopolos que irão desenvolver tecnologias, as quais possibilitarão mudanças no atual modelo agropecuário que, por consequência, diminuirá os impactos na Amazônia. Ademais, um grupo internacional necessita fiscalizar e manter eficiente os gastos investidos na proteção da floresta.