Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?
Enviada em 23/10/2019
O livro “Iracema”, de José de Alencar, mostra uma jovem indígena brasileira que cuida e protege as florestas. Já fora das páginas ocorre uma situação reversa no que diz respeito ao povo brasileiro e a sua proteção à Floresta Amazônica. Sua biodiversidade e grandiosidade acarretam benefícios, além de sua ampla área. Mas estão em decadência, juntamente com a Floresta.
Por conta da sua vasta biodiversidade, a Floresta Amazônica tem sido fundamental para o avanço da medicina, uma vez que os medicamentos são descobertos através das espécies de plantas que habitam somente naquele território. Contudo, o homem com seu consumismo exacerbado e a falta de âmparo do governo vem atingindo diretamente esse ecossistema, visto que os desmatamentos e as queimadas cresceram muito durante esse ano de 2019, chegando a ser 88% e 145% maior que no período de 2018, segundo o jornal G1.
Além disso, justamente por seus conhecimentos medicinais e sua riqueza, a região Amazônica desperta um crescente interesse internacional. O Bioma Amazônico ocupa 50% do território nacional, abrangendo diversos estados brasileiros. Mas toda essa amplitude dificulta a fiscalização, sendo um alvo fácil da chamada biopirataria, que consiste no contrabando de espécies e matéria-prima, além de abuso do conhecimento dos povos indígenas, por estrangeiros.
Diante do exposto, percebemos a grave situação em que a Floresta Amazônica se apresenta atualmente. Buscando resolver esses problemas, cabe ao governo por meio do Ministério do Meio Ambiente, desenvolver políticas com o intuito de melhorar a fiscalização e punir àqueles que explorarem recursos ou ultrapassarem os limites do desmatamento, além da mídia, que pode atuar através dos meios de comunicação para conscientizar o público-alvo, a fim de preservar a Amazônia.