Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?
Enviada em 17/10/2019
Grande porção da Floresta Amazônica, importante ecossistema tropical e com enorme biodiversidade, está situada no Brasil. A princípio, é um dever nacional a preservação deste patrimônio, porém, outras nações possuem seus interesses nesta tarefa, por diversos motivos, como o combate ao aquecimento global. Nestas condições, vê-se a necessidade de aceitar o apoio estrangeiro, pois este acrescentará muito na proteção deste bioma, que enfrenta, atualmente, uma severa crise de desmatamento.
Em primeira análise, vale notar que o número de queimadas na Amazônia, em 2019, é o maior desde 2010, como aponta o G1. Outro fator que leva ao encurtamento da extensão da floresta é o avanço da agropecuária na região, que há entre seus representantes aqueles que praticam queimadas clandestinas, crime difícil de ser supervisionado e punido. Logo, os esforços governamentais, para proteger a área, requerem verbas exorbitantes, sejam elas para a identificação e punição de crimes ambientais, ou para a contenção dos focos de incêndio florestal.
Seguramente, o auxílio financeiro de outros países contribui muito nessa tarefa, entretanto, essas relações vêm sendo cerceadas ultimamente. Um bom exemplo é o Fundo Amazônia, que, por meio de doações internacionais, viabiliza a preservação do bioma em questão, porém, este programa enfrenta alguns problemas desde que a Noruega suspendeu as doações, criando certo atrito político.
Ante o exposto, faz-se necessário uma abertura do país para o apoio estrangeiro. Portanto, o Ministério do Meio Ambiente, juntamente com o da Economia, deve, por meio de relações diplomáticas e econômicas com potências estáveis, trazer mais países donatários para o programa do Fundo Amazônia, oferecendo a eles vantagens econômicas, como por exemplo exclusividade ou redução de preços na exportação. Tal ação governamental incrementaria os recursos financeiros que sustentam a proteção da Amazônia.