Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?

Enviada em 30/10/2019

Em repercussão ao advento das revoluções industriais, e a consequente devastação ambiental no século XX, conferências, como a RIO 92, foram realizadas para discutir como seriam administrados os recursos naturais do planeta.Dessa forma, é crucial mencionar, o papel fundamental da amazônia brasileira diante dessa questão.Nesse sentido, em meio a constantes crimes ambientais, é válido discutir a quem cabe o dever de proteger tal floresta e a aptidão do Brasil para isso.

A princípio, é crucial destacar, que, apesar de localizada no Brasil, as consequências da devastação da maior floresta tropical do mundo reverbera em toda a biosfera. Desse modo, após um intenso processo desmatamento e extração dos recursos nativos do planeta Terra, influenciada por um consumo desregrado que aumenta a produção, a pequena parcela natural do mundo, ainda preservada, é visada por todas as nações, isso se dá devido sua grande importância e potencial ambiental e econômico, visto sua vasta extensão territorial e biodiversidade, com grande potencial na área da saúde e extração de minérios. Nesse contexto, medidas de proteção a essa devem ser tomadas de modo a evitar a perda de tal biodiversidade e assim demostrar a eficiência das conferências ambientais acontecidas.

Outrossim, é válido ressaltar também, o posicionamento do Brasil diante desse processo. Durante o regime militar, foi desenvolvida uma política de proteção à amazônia com o lema: " Integrar para não entregar “, no qual foram desenvolvidos uma série de medidas, como a construção de estradas, que deram início a uma degradação crescente do Bioma discutido. Diante disso, torna-se questionável a capacidade brasileira em administrar suas reservas naturais, no entanto, ao analisar como as grandes potencias administraram os seus recursos naturais durante toda a revolução industrial, é questionável suas reais intenções na floresta equatorial.

Torna-se claro, portanto, que apesar de apresentar desmatamento, ainda não se faz necessário uma intervenção internacional na amazônia.Com isso, Organizações não governamentais( ONGs), devem organizar manifestações e palestras, administradas por ambientalistas e biólogos, para atingir o consciente coletivo brasileiro com informações das consequências do degradamento da natureza, e, dessa forma, manter integralmente a fiscalização aos crimes ambientais, não apenas por instituições responsáveis por isso, como o IBAMA( Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis), mas por toda sociedade consciente. Diante disso, cabe compreender Marx ao afirmar que: As inquietudes são a locomotiva da nação.