Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?
Enviada em 30/10/2019
A sonda Voyeger, lançada no espaço pela Nasa no século passado, carregava consigo um disco de ouro com musicas, sons e dialetos da terra; o que para muitos foi uma forma de imortalizar a humanidade após ela ser extinta. Tal distopia não é tão impossível de acontecer, visto que o homem vem degradando o planeta há milênios, e o Brasil atualmente é expoente no problema. A floresta Amazônica, maior bem desse país, sofre com o desmatamento, e a urgência de combatê-lo bate com o empecilho de quem seria responsável por fazer isso, os brasileiros ou o mundo, um debate que pouco contribui para enfrentar a questão, já que toda ajuda é relevante.
Primeiramente, é preciso entender a gravidade do problema. para isso, basta ver o que afirmam especialistas como o climatologista James Lovelock,segundo ele não podemos olhar para os impactos ambientais como algo futuro, mas sim como uma enchente, a qual já ocorreu e o que pode ser feito é minimizar suas consequências. O desmatamento da Amazônia também se encaixa nesse quadro, mas o desastroso é que as medidas tomadas para tentar combatê-lo não se mostraram eficazes, prova disso é que, segundo o dados do Inpe, ele vem aumentando nos últimos anos.
Entretanto, é verdade também que é importante para o Brasil manter sua soberania, e que pode haver interesses externos maquiados por ajuda internacional. Mas o fato é que a Amazônia não pertence só ao Brasil, mas sim a nove países, o que por si só já justifica o apoio coletivo do globo ao problema. Além disso, não se pode ver o Estado como uma forma de poder ingenua, que pode ser enganada por outras nações: para isso existe a respeitada diplomacia brasileira, a qual e se empanharia em conseguir tratados e acordos de cooperação para enfrentar essa questão, estes que não fossem danosos à soberania.
Em suma, é preciso sim um apoio internacional para enfrentar o desmatamento, visto que a amazônia pertence a nove países e que o Brasil se mostra ineficiente para cuidar do problema sozinho. Portanto, é necessário que fundos como o “Fundo Amazônia” sejam criados ou expandidos por órgãos internacionais como a ONU e a OCDE, além de países que possuírem tal floresta em seu território, compartilharem informações de monitoramento dela. Estas pequenas mudanças podem ser marcantes para combater a distopia que muitos atribuíram à Voyeger, e a ação de todos é importante, pois como disse Carl Sagan, olhando para última foto da terra tirada por essa sonda antes de sair do sistema solar: “é preciso amarmos e cuidarmos do pálido ponto azul, único lar que conhecemos”.