Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?
Enviada em 05/01/2020
A Amazônia é nossa.
Enquanto o rio Nilo, no Egito, é o maior do mundo em extensão territorial, o rio Amazonas, é o maior em volume aquático. Portanto, há que se preservar essa nossa riqueza natural para gerações futuras. No entanto, mesmo já existindo acordos internacionais, não devemos conjecturar a ideia de patrimônio internacional. Entretanto, é certo que toda a humanidade beneficiar-se-á do seu bioma.
Em 2019 aconteceram intrigas entre França e Brasil por esta se achar no direito de se intrometer na preservação da Amazônia. Impasses como este se devem ao Fundo Amazônia, criado em 2008, como forma de aglutinar ajuda financeira internacional voluntária ao combate da emissão de gases formadores do efeito estufa gerados no desmatamento de florestas tropicais. Contudo decisões relativas a sua preservação, dizem respeito apenas aos países que ela integra: Brasil, Colômbia, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname, Peru e Venezuela; sob pena de interferência na soberania nacional, e com isso, o surgimento de possíveis conflitos. Ademais, enquanto nosso país conserva quase 50% da sua mata original, a maioria dos países europeus não chegam aos 10%.
Outro ponto a se considerar é a biodiversidade amazônica, sendo a maior do planeta. Fora isso, sua bacia aquífera concentra 1/5 da água doce da Terra. Tais tesouros naturais propiciarão, num futuro próximo, através da biotecnologia, o fortalecimento da economia nacional e sulamericana, e possível favorecimento da humanidade com novas curas de doenças. Não é atoa que já existe o OTCA (Organização do Tratado de Cooperação Amazônica), e que a CRFB/88 garante um meio ambiente ecologicamente equilibrado a todos.
Com isso, o território amazônico pertence e é de responsabilidade, unicamente dos países que ele integra, mas seus possíveis frutos beneficiarão toda a espécie humana. Para que isso ocorra, os países da OTCA, através de auxílio mútuo, devem investir na exploração sustentável para o desenvolvimento e aprimoramento da biotecnologia. Assim, além do engrandecimento da economia em seus territórios, favoreceriam toda nossa espécie com descobertas científicas úteis a preservação da vida.