Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?
Enviada em 20/02/2020
Desde que os primeiros grupos de humanos se fixaram em terras férteis para uso da terra para agricultura, a relação natureza e homem tem se deteriorado bastante. O que antes começou com uma pequena desarborização, com o objetivo da sobrevivência desses grupos de humanos, terminou com um desmatamento em larga escala. Segundo o documentário “Terra”, estima-se que um terço do mundo está tomado pela agricultura, poucas são as áreas ainda preservadas, sendo que uma delas é a floresta amazônica, tornando-se um constante alvo do desmatamento com objetivos de criação de gados ou a própria agricultura.
Ademais, os dados do estudo “O futuro incerto das terras e águas protegidas” revela que o Brasil é o país que mais modifica suas leis para redução da área da floresta amazônica, apesar de a cobertura da floresta se estender para além do Brasil abrangendo outros sete países: Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela - dados da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica. Indicando que o papel de proteger essa escassa biodiversidade é dever não só do Brasil, mas do mundo inteiro, já que a redução da área vegetal é demasiado grande demais para a função de apenas um país.
Por conseguinte, o fato de o Brasil estar em primeiro lugar nesse ranking de desmatamento e outras alterações no solo da Amazônia; leva-o a ter uma maior responsabilidade em proteger essa diversidade ecológica. Isso dado que, as perdas dessa área a longo prazo pode afetar o equilíbrio de aquíferos, extinguir os recursos de comunidades que ainda vivem na Amazônia, como os indígenas e comunidades quilombolas, além da redução, não só das dezesseis mil espécies de árvores existentes, mas da porcentagem de água doce para o mundo.
Portanto, a fim de garantir a proteção e a redução de futuros desmatamentos no território amazônico para fins de exploração ou meios agrícolas, cabe ao governo federal, mais especificamente o Ministério do Meio Ambiente em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, mediante o redirecionamento de profissionais especializados na área ambiental agindo no controle de queimadas e desmatamentos possíveis na Amazônia, regulando e fiscalizando o cumprimento das devidas leis ambientais de proteção. Além da modificação dessas mesmas leis, corroborando para assegurar uma maior efetivação na proteção da floresta amazônica.