Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?

Enviada em 07/03/2020

No Brasil,a Floresta Amazônica ocupa 60 por cento do território, sendo uma área ameaçada principalmente pelo agronegócio.No entanto, não só o Brasil dispõe da floresta em seu território, mas também outros nove países. Dessa forma, a administração e a proteção, se não encabeçadas por todos os países onde ela se encontra, podem levar a perda da biodiversidade, mudanças climáticas bruscas, juntamente com a formação de desertos, afetando tanto a economia quanto a qualidade de vida populacional.

Dessa forma, a Floresta Amazônica gera impactos no cenário econômico e social. Na questão econômica, possui uma diversidade vegetal e mineral muito grande, solos férteis e favoráveis para a agropecuária, bem como rios com potencial hidrelétrico e navegáveis, gerando movimentações econômicas com a utilização desses recursos. Já na questão social, as pesquisas envolvendo as plantas medicinais, a qualidade do ar atrelada aos regimes de chuva e as questões de alimentação e uso dos rios por populações que dependem dele, como as ribeirinhas.

No entanto, cada vez mais leis estão sendo aprovadas para que as áreas de proteção sejam diminuídas em prol do desenvolvimento econômico. De acordo com um estudo realizado pela ONG Conservação Internacional, 115 medidas de alteração de território foram realizadas e 61 por cento no Brasil. Dessa maneira, acabam por trazer inconsistência em uma política de conservação mais simplificada, onde a economia não seja deixada de lado, porém, ainda pensando nas questões sociais.

Logo, o Ministério do Meio Ambiente deve, em parceria com os governos dos países pertencentes a Amazônia Internacional, promover o levantamento de debates econômicos e sociais por meio de reuniões com especialistas ambientais e economistas, baseando-se em estudos que mostram a realidade e os problemas futuros da não preservação,  trazendo à tona maneiras sustentáveis de seguir economicamente e de reflorestamento de partes já desmatadas, para haver fluxos econômicos sem que a importância da floresta seja comprometida. Também, devem promover maior controle das áreas de preservação, com fiscalizações mais intensas e leis mais severas. Assim, conseguindo maneiras mais eficientes de proteção territorial sem afetar as sociedades economicamente e socialmente.