Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?

Enviada em 23/03/2020

“Se os senhores observarem a gritaria lá fora… não é a favor do bem da Amazônia, é a favor dos bens da Amazônia”, essa foi a frase preconizada pelo professor em cardiologia, diplomado em matemática, física e filosofia, Enéias Carneiro. A declaração do professor traz a tona a discussão das motivações por trás do interesse internacional na Amazônia brasileira. Desse modo, faz-se necessário refletir e analisar como os países internacionais preservaram suas florestas, isso ajudará a deduzir se o discurso de internacionalização da Amazônia é coerente ou não.

Em primeiro plano, é imprescindível analisar como os países que criticam o Brasil no âmbito da preservação, preservam sua vegetação nativa. De acordo com o Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, o Brasil possui 66% de sua vegetação nativa, enquanto a França, que foi responsável por veicular fortes críticas ao Brasil, possui apenas 0,3%. Com base nessas estatísticas, a França não é exemplo de país que conseguiu manter sua vegetação original, o que no mínimo deve despertar um olhar crítico a respeito de conselhos ambientais veiculados por este país.

Paralelamente, é válida a reflexão de quais países possuem legitimidade para serem considerados exemplos de preservação. De acordo com o The Word Bank, a Rússia é responsável por possuir a maior floresta do mundo, no entanto, ao analisar os dados percentuais ao território, a Rússia possui cerca de 20% de sua vegetação original, enquanto o Brasil possui 66%. Portanto, o Brasil é o país que tem o maior valor percentual de florestas nativas. Com todos esses números em mente, é de fundamental importância que o brasileiro se pergunte: “Quem tem propriedade para dar conselhos ambientais de preservação, o Brasil ou a Elite Global?”.

Com o exposto, fica evidente que é o Brasil que tem propriedade de preservar seu patrimônio nacional, a Amazônia. Para tanto, o líder do executivo pode usar o exército para promover a perita fiscalização de atividades que podem ameaçar a preservação da Amazônia, como o desmatamento ilegal, promovendo assim a sustentabilidade da Amazônia.