Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?

Enviada em 24/03/2020

Apresentando clima tropical equatorial úmido, a floresta amazônica é a área mais biodiversa do mundo e ocupa grande parte do território nacional. No entanto, devido a um recente aumento no número de queimadas, a capacidade brasileira de gerir tal área foi questionada e a passagem da Amazônia para um status internacional foi proposta. Diante disso, cabe analisar os fatores que favorecem esse impasse.

A priori, é importante destacar que a Amazônia possui um papel fundamental na manutenção das chuvas no território brasileiro. Pela atuação dos chamados “rios voadores”, decorrentes da evotranspiração vegetal, as regiões mais secas do país são beneficiadas pelas chuvas advindas da evaporação ocorrida na Amazônia. Além disso, a floresta caracteriza o habitat de uma imensa variedade de espécies que não sobreviveriam em outro local. O desmatamento e as queimadas na região, culminariam, portanto, em danos irreversíveis ao meio ambiente.

A posteriori, é necessário lembrar, no entanto, que a floresta representa um importante polo de extrativismo vegetal brasileiro. A internacionalização do status desse território traria, dessa forma, dificuldades econômicas para um país que já se encontra em crise. Parafraseando Platão em seu texto “A alegoria da caverna”, os que veem como alternativa a passagem da Amazônia para status internacional, deveriam sair das trevas da ignorância e buscar a luz do conhecimento, pois, mostrando-se como uma medida imediatista, essa alternativa seria extremamente maléfica à economia brasileira.

Conclui-se, portanto, que a Amazônia além de possuir grande importância para a ecologia brasileira, ainda se mostra parte consolidada das atividades extrativistas nacionais. Nesse sentido, compete ao próprio uma melhor manutenção de seu território, criando, principalmente através do Ministério da Agricultura, leis mais rígidas na delimitação das áreas sujeitas ao extrativismo próximas à floresta, além de um congresso anual  em Brasília para debater pautas referentes à questão da Amazônia.