Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?

Enviada em 07/04/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade cujo corpo social é isento de conflitos e problemas. Nesse sentido, o que se observa no Brasil é o oposto do que o autor prega, uma vez que o desmatamento da floresta amazônica vem crescendo, dificultando a concretização dos planos de More. Sendo assim, evidencia-se lacunas legislativas e a intensificação de ideias capitalistas que propiciam essa problemática no país.

Diante deste quadro, é imprescindível destacar que a continuidade do desmatamento no Brasil é proporcionada pela presença de lacunas no âmbito legislativo, perante a proteção da floresta. Essa justificativa é dada pelo fato de que existem projetos de lei do Governo Federal, como a lei que  flexibiliza a exploração de áreas indígenas e, assim sendo, criar uma lei para tal fim é decretar a falência da reserva florestal do Brasil.

Ademais, a intensificação de pensamentos capitalistas sobre a exploração florestal, também permite a ideia de ter lucro a todo custo, de forma que prejudique toda a uma coletividade. Tal pensamento é corroborado, conforme a teoria da Burocracia Estatal, do sociólogo, Max Weber, devido aos indivíduos modernos visarem apenas à obtenção de lucros e, por conta disso, utilizam-se de objetivos exploratórios do solo protegido brasileiro, para fins lucrativo. Logo, vê-se urgência da modificação dessa postura.

É necessário, portanto, medidas para combater a exploração da floresta amazônica, para isso o Poder Legislativo, órgão responsável por criação e fiscalização de leis, deve regulamentar a lei ambiental para garantir mais proteção à floresta brasileira, por meio do plenário legislativo,  a fim de amenizar a degradação desta rica reserva natural. Paralelamente a isso, a sociedade civil, deverá promover, através debates com ambientalistas com objetivo de formar parcerias com ONGs globais, como o Green Peace, no intuito de fortalecer a proteção da floresta amazônica. Só assim a “Utopia” de More será realidade.