Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?

Enviada em 03/05/2020

“No meio do caminho tinha uma pedra.” Nesse verso do poeta Carlos Drummond, publicado na Revista de Antropofagia em 1928, é presente uma metáfora para desafios. À luz disso, concomitantemente a  essa citação, é certo que há uma pedra no caminho do Brasil: a missão de cumprir as ações de proteção na Floresta Amazônica, que se torna um obstáculo no contexto contemporâneo não só pela  enraizada exploração indevida das terras, mas também pela responsabilidade e protagonismo da pátria e dos demais países do mundo.

Antes de tudo, a exploração desse bioma é constante pela rica oferta em solos, utilizados nesse cenário para a agricultura, pecuária e habitação, paralelo à extração de minérios, madeira e contrabando de animais nativos. Assim sendo, no que tange à herança histórica pertinente a essas práticas, a floresta convive com esse sistema desde o processo de colonização do território nacional, em 1530, com o comércio do Pau-Brasil, primeiro objeto econômico do período, e a escravização das comunidades indígenas. Desse modo, se percebe que o usufruto da área de maneira deturpada é sustentado pelo decorrer das décadas, o qual reflete no atual problema e dificuldades pra se cumprir as metas preventivas.

Ademais, é indubitável que outra questão a ser definida no presente momento para o incentivo à preservação é o estabelecimento dos encarregados em manter as políticas incumbidas na restauração e fiscalização. Com efeito, a ajuda dos continentes se torna indispensável no reforço das estratégias, a fim de se obter a efetividade das ações, pois é dever do mundo incentivar o reflorestamento e o estado “clímax” da amazônia, termo usado no estudo da sucessão ecológica para definir o equilíbrio máximo no desenvolvimento vegetal e animal na ocupação de um ambiente. Além disso, um grande problema do período pós-moderno é a emissão de dióxido de carbono (CO2), decorrente da queima de combustíveis fósseis e poluentes fabris, o que acarreta no desgaste da camada de ozônio (O3) e consequências para todo o planeta. Logo, o interesse em corroborar é inerente a todos os países.

Dessarte, urge que o Governo Federal garanta a flexibilização e ajuda de nações  provenientes do Fundo Amazônico, por intermédio de reuniões para juntos elaborar projetos que interfiram de modo efetivo nos atos criminosos que ameaçam esse ecossistema, como a utilização dos métodos de fiscalização e tecnologias que apontem áreas em atividade de desmatamento, além de aumentar o valor das multas e restituir esse dinheiro para a própria organização. Em suma, deve ser feito com o intuito de interromper esse ciclo no Brasil e distribuir os cuidados a todos os que se beneficiam com a existência da floresta, o que contribui para erradicar esse obstáculo do caminho.