Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?

Enviada em 22/05/2020

Fauna, flora, gente. Tudo isso está ameaçado com os sucessivos ataques à Floresta Amazônica. A preocupação com o futuro desse bioma é de todos os cidadãos do mundo, dada a sua importância para o equilíbrio do clima no planeta. Entretanto, a prerrogativa de conduzir ações de preservação é, incontestavelmente, do governo brasileiro, posto o dever de garantir a soberania territorial e o desenvolvimento sustentável da região.

A Amazônia corresponde a mais da metade do território nacional, guardando inestimável potencial de recursos hídricos, energéticos e de biodiversidade. Tamanha riqueza justifica a necessidade de constante vigilância territorial, uma vez que, sob o argumento de minimizar as mudanças climáticas - que são uma realidade -, entidades internacionais tentam intervir na área. No entanto, não se tem garantias dos reais interesse desses grupos.

Ademais, existe a necessidade de melhorar a qualidade de vida dos habitantes da região cujos indicadores sociais são, frequentemente, os piores do país. Nesse intuito, é preciso explorar os recursos naturais de forma sustentável, evitando as queimadas e punindo severamente quem o fizer. De acordo com a geógrafa e estudiosa da Amazônia Bertha Becker, a floresta “em pé” vale muito mais que a extração de madeira ou mesmo a produção agropecuária devido às múltiplas aplicabilidades da biodiversidade na indústria de ponta, notadamente na biotecnologia.

Dessa forma, é notável que o melhor caminho para garantir a soberania territorial da Amazônia é promover o desenvolvimento sustentável. Para isso, é necessário que o governo, por meio dos Ministérios do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia, fomente pesquisas de aproveitamento dos recursos da floresta, a partir de editais voltados para as universidades nacionais. Os resultados dessas pesquisas deverão ser executados pela população local, em iniciativas de economia solidária, ou por empresas estatais, a fim de garantir que os recursos sejam exploradas em proveito de todo o povo brasileiro.