Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?
Enviada em 02/07/2020
A aplicação do desenvolvimento sustentável consiste no equilíbrio entre progresso econômico, promoção da justiça social e sustentabilidade. Com o advento da tecnologia que, segundo Steve Jobs, move o mundo moderno, a economia - principalmente brasileira, voltada para exportação de matérias primas e de soja - se tornou imparável e causou desmatamentos ilegais em prol do aumento dos latifúndios. Consoante, segundo Paul Watson - um dos fundadores do Greenpeace, a inteligência é a capacidade das espécies existirem em harmonia. Contudo, esse fator é negligenciado, uma vez que biomas - como o cerrado - e espécies de diversos animais se encontram devastados e extintos. Dessa forma, observa-se que, apesar de essencial, a aplicação do desenvolvimento sustentável brasileiro não é efetiva, demonstrando necessidade de investimento internacional para preservação amazônica.
Primeiramente, é notável a base econômica brasileira de exportação de matéria prima e soja como catalisador no desmatamento ilegal. Isso, visto que, desde o aumento no preço da soja em 2004, essa mesma se tornou o maior grão em plantio no país, levando ao desmatamento de áreas do centro oeste e, então, ao avanço da linha agropecuária, que devasta a floresta amazônica na intenção de expandir a área de plantio. Por conseguinte, mesmo com os investimentos suécos no reflorestamento, a amazônia continua sendo consumida em prol do capital.
Paralelamente, é perceptível o impacto negativo e a tentativa ineficaz governamental na contenção dos desmatamentos, tendo em considerando que, de acordo com dados do Mapbiomas, 99% desses mesmos foram ilegais, sendo 7% as ocorrências em terras indígenas. Desse modo, os conflitos gerados são agravados, resultando, muitas vezes, em violência, queimadas e, consequentemente, em propostas mundiais radicais - como a internacionalização da amazônia - para a preservação das espécies e evitar os combates.
Portanto, é evidente a tecnologia como fator constitutivo e a importância dessa mesma para a evolução humana, mas, também, a inefetividade do programa brasileiro de desenvolvimento sustentável, levando à dependência investimento internacional. Destarte, é necessário que o Ministério do Meio Ambiente - como órgão gestor dos investimentos voltados à preservação - em parceria com Organizações não governamentais internacionais - como o Greenpeace, atuem na efetividade do desenvolvimento sustentável assim como na eficácia das Leis Ambientais, por meio de injeções financeiras diretas em entidades como o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (IBAMA), para que haja cumprimento dos pilares do desenvolvimento sustentável e das Leis, a fim de que a tecnologia continue movendo o mundo, como dito por Steve Jobs, mas mantendo a harmonia dita por Paul Watson.