Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?
Enviada em 18/07/2020
Durante o Período Colonial, o Brasil Colônia foi marcado por um intenso processo de exploração de riquezas que acarretaram na extinção de parte da fauna e flora do recente “quintal” de Portugal. Analogamente, após quinhentos anos, as falhas na proteção da Floresta Amazônica refletem em um processo de desmatamento e extração de recursos naturais que assemelham-se ao ocorrido durante o século XVI na maior colônia portuguesa. Nesse sentido não há dúvidas de que as falhas dos Governos que possuem em seu território parte da Amazônia, no que se refere à criação e execução de leis protetoras, e a falta de conscientização de parte da população servem como impulsionadores da problemática.
Precipuamente, é importante destacar a falha governamental dos países que possuem parte da Amazônia, no que se refere à criação e execução de leis, como um empecilho marcante para a proteção da mesma. Segundo a ONG Conservação Internacional, as políticas protetoras da maior floresta do mundo foram reduzidas para apenas 88,8% da região total Amazônica. No entanto, tal atitude pode afetar várias espécies de plantas e animais que habitam essa floresta. Nessa perspectiva, é notório o descaso dos Estados em relação à importância da preservação do ecossistema que detém de 20% de toda fauna e flora mundial.
Outrossim, a falta de conscientização de uma parcela da população contribui diretamente com a estagnação do placar atual de desmatamento. Consoante o sociólogo francês Émile Durkheim, a natureza humana é construída pela sociedade que a rodeia. Dessa forma, um grupo de pessoas, que desmata ou acha isso normal, gerará descendentes com tendências pré-dispostas à naturalização de tal ato e, consequentemente, contribuirão para que esse processo se perpetue ao longo dos anos. Desse modo, torna-se urgente políticas que visem à reversão desse placar.
Faz-se necessário, assim, que os países que possuem parte da Floresta Amazônica em seus territórios, tal como o Brasil, destinem uma maior quantidade de verbas para a segurança e fiscalização desse ecossistema, como o aumento da contratação de agentes para o IBAMA, para que haja uma cobertura fiscal total dessa imensa área florestal, diminuindo, com isso, o desmatamento da mesma. De maneira simultânea, é fulcral que o Governo, em conjunto com os órgãos locais relacionados à cultura de cada Estado, promova o incentivo à proteção desse bioma florestal, por meio de propagandas e palestras, para que seja atribuída pela população um valor de importância à Amazônia. Com isso, concretiza-se o desmatamento do Período Colonial apenas como uma ruptura histórica.