Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?

Enviada em 11/08/2020

A amazônia sempre foi alvo da ambição corporativa e política, seja ela brasileira ou não. Os grandes meios de produção enxergam a floresta como uma fonte de recursos e riquezas sem precedentes e omitem os impactos ambientais resultantes de sua exploração desenfreada. Neste cenário, as políticas de proteção e reparação ambiental se fazem tão necessárias quanto os recursos ali presentes.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas e Estatísticas, no último ano, o desmatamento na floresta amazônica subiu de forma alarmante. Episódios como o dia do fogo, quando produtores rurais queimaram propriedades e áreas com vegetação ao redor, destruindo a flora e fauna nativas, se tornaram comuns. Com isso, a imagem internacional do Brasil entrou em evidência e isso despertou a atenção de diversos representantes políticos e artistas ao redor do planeta, que iniciaram protestos a favor da integridade da maior floresta do mundo.

Após isso, emergiu-se o debate sobre as responsabilidades do Brasil e da comunidade internacional em relação à amazônia: de um lado, os países que possuem em seus territórios a floresta, e de outro, os que não a possuem - mas utilizam-na e influenciam em seu ecossistema de forma indireta.  O poder soberano que o Brasil impõe ao possuir mais da metade da floresta em seu território gera debates à cerca de seu dever com a floresta, muitas vezes citada como o “pulmão do mundo”.

Tal dever não deve ser visto como uma responsabilidade individual, e sim pluralista e sistemática; onde o Brasil age à minimizar os danos causados por seus meios de extração de recursos, além de coibir a influência exacerbada de nações estrangeiras em sua floresta. Tais nações, por outro lado, carregam o dever de se policiar em relação à políticas de exploração externas, evitando a necessidade de usurpar os direitos dos detentores da floresta.  Desta maneira, a amazônia se torna responsabilidade de todos.