Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?
Enviada em 25/08/2020
A região da Floresta Amazônica concentra uma vasta diversidade de espécies dentro da flora e da fauna nacional. Além disso, é um bioma massivo de extrema importância para o equilíbrio ambiental. No entanto, devido ao desenvolvimento capitalista, a Amazônia tem sofrido diversos ataques para obtenção de matéria-prima e terra. De fato, no Brasil, essa idiossincrasia nefasta ocorre devido à busca incansável por lucro por parte da atividade agropecuária e é agravado pelo descaso governamental. Logo, é urgente que essa área de extrema importância ambiental seja preservada.
Em primeiro plano, é cabível destacar que o agronegócio é um dos maiores responsáveis por essa conjuntura devastadora. Sob esse viés, segundo o Greenpeace, a cada 2 minutos uma nova queimada na Amazônia é iniciada para a criação de animais e plantio. Nesse contexto, o pensamento marxista afirma que priorizar o bem pessoal em detrimento do bem coletivo traz diversas dificuldades para o mundo. De maneira similar, os indivíduos que desmatam esse bioma agravam o desequilíbrio ambiental, pois retiram os animais e as plantas de seu habitat, que, segundo a Ecologia, é uma maneira de lhes tirar a vida.
Outrossim, foi visto no ano de 2020, e registrados por diversos jornais nacionais, tal como a Folha de S. Paulo, o descaso por meio do Ministério do Meio Ambiente ao flexibilizar leis, em detrimento da preservação do bioma. Nesse sentido, não só as atitudes praticadas por exploradores, mas também as governamentais, carecem de preocupação com essa área. Sob esse viés, segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, a preocupação com a vida parece distanciar o ser humano da reflexão moral. De maneira análoga, os que agem contra a essa importante peça ambiental não parecem pensar nas consequências, as quais já acontecem, segundo o Greenpeace, e tender a piorar.
Urge, portanto, a necessidade da criação de um novo compromisso com a Floresta Amazônica, visto que é uma região de extrema relevância ambiental. Para isso, o Ministério do Meio Ambiente deve incentivar a preservação desse bioma. Isso deve ocorrer por meio do aumento na fiscalização da Amazônia por satélites, onde haverá a identificação de suspeitos que não respeitem as leis, e punições condizentes com a gravidade desse crime. Além disso, é necessário que esse órgão crie políticas de incentivo à diminuição do consumo de carne, visto que a agropecuária é o ramo que mais agrava essa situação. Todas essas iniciativas têm como objetivos mitigar a exploração dessa área, preservá-la e atribuir a ela o respeito proporcional a sua importância ambiental. Somente assim, o ser humano e o meio ambiente podem entrar em equilíbrio.