Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?
Enviada em 31/08/2020
Desde os primórdios da exploração colonial brasileira, a floresta amazônica tem sido um dos locais mais afetados pelos colonizadores. Entretanto, mesmo após séculos de aproveitamento, o bioma amazônico degrada-se cada vez mais, por motivos antrópicos de escala global, já que não é somente o Brasil, responsável pelo desmatamento. Sendo assim, a proteção de tal riqueza encontra-se nas mãos de todos os indivíduos do globo, uma vez que a emissão de gases poluentes e a falta de investimentos são catalisadores que aumentam a problemática.
Em primeiro plano, destaca-se o capitalismo não tem interesse em preservar a floresta amazônica. Isso decorre, de acordo com o geógrafo Milton Santos, na obra “Por uma outra Globalização”, que o capitalismo criou um mundo caótico, com desmatamento e destruição, culpando, assim, os miseráveis pela sua própria miséria. Dessa forma, os países desenvolvidos ou em desenvolvimento, por exemplo, não se preocupam em contribuir para a preservação, e não colaboram com recursos financeiros que poderiam auxiliar na reestruturação de áreas desmatadas e incendiadas. Por consequência disso, instabilidades climáticas são geradas, assim como alterações pluviais.
Em segundo lugar, pontua-se que emissão de gases poluentes é um dos principais fatores pela degradação do bioma amazônico. Isso decorre do modelo econômico desenvolvido a partir da Revolução Industrial, que incansavelmente buscava por lucro. Dessa forma, a sociedade atual, explora e produz exponencialmente, por meio de automóveis ou indústrias de base que emitem gases poluentes que aceleram o efeito estufa. Em países desenvolvidos, como os Estados Unidos, por exemplo, toneladas de impurezas são lançadas por dia. Em consequência disso, a floresta perde suas características morfológicas originais e desequilibra o clima, não só do Brasil, mas do resto do globo.
Portanto, é mister que o Estado de cada nação tome providências para amenizar o quadro atual. Para o controle e reestruturação da floresta amazônica, urge que o Governo de cada país, junto a Organização das Nações Unidas, invista por meio de verbas governamentais, no plantio de novas mudas de árvores e auxiliem na preservação da biodiversidade. Ademais, é de suma importância que o Estado Brasileiro aplique e intensifique políticas públicas que buscam combater o desmatamento ilegal e desapropriação das terras indígenas. Por fim, os grandes países desenvolvidos devem focar na conscientização e amenizar emissões de efeito estufa.