Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?

Enviada em 11/09/2020

Historicamente, o período da ditadura militar no Brasil foi responsável pela ampliação do discurso nacionalista. Desse modo, em 1966 o governo do presidente Castelo Branco lança a frase “Integrar para não Entregar”, referindo-se ao início da ocupação da floresta Amazônica, visto que sempre houve interesse internacional nessa região. Logo, a proteção da Floresta Amazônica, no momento atual, deve ser do mundo inteiro pois o país que a detém não estimula a preservação e valorização da última, ao contrário preocupa-se primeiramente com a concentração de terras que produz riqueza para poucos.

A princípio, o escritor modernista Graciliano Ramos publicou a obra Vidas Secas a fim de retratar a história de uma família de retirantes do sertão nordestino. Assim, a estrutura da história baseia-se no ideal Determinista de Taine em que a pobreza intelectual do homem -Fabiano- é reflexo do meio que ele vivência -Sertão-, da raça -humana- e do momento histórico -República-. No entanto, essa realidade pode ser vinculada a qualquer região brasileira que possui o potencial de sobrevivência ameaçado como a Floresta Amazônica, o que trará danos econômicos e sociais crescentes aos indivíduos como pobreza e o analfabetismo devido a necessidade de trabalhar cada vez mais cedo.

Nesse sentido, as dificuldades vivenciadas pelas populações rurais como a miséria, devido a perda de terras ao agronegócio, e a diminuição nas taxas de alfabetizados são silenciadas pela propaganda nacional com: “Agro é tec, agro é pop, agro é tudo”. Entretanto, essa afirmação retoma o ideal colonial de que o Brasil é antes de tudo um exportador de alimentos, e somente após a realização dessa atividade há a a preocupação com a saúde, educação e proteção da flora nacional.

Finalmente, é imperioso que a Organização das Nações Unidas (ONU) interfira no processo atual de desmatamento progressivo da Floresta Amazônica, impedindo o Brasil. Para isso é necessário a criação de membros internacionais fiscalizadores do bioma para que a corrupção brasileira, existente entre fiscais e latifundiários, não interfira no processo de impedimento do desmatamento. Enquanto isso, torna-se fundamental a melhoria e modificação do sistema executivo para que as leis de proteção ambiental sejam cumpridas, com a implantação de uma medida que retire automaticamente uma porcentagem da terra do indivíduo que desmatou mais do que o legal, ou ateou fogo ao redor da área documentada. Somente assim, ocorrerá a proteção definitiva do maior bem existente no país: a Floresta Amazônica e a qualidade de vida que ela proporciona ao povo brasileiro.