Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?
Enviada em 01/10/2020
O território brasileiro, conhecido pelas riquezas naturais, biodiversidade e clima tropical, tornou-se alvo de exploração de recursos pelas nações estrangeiras, sobretudo no período colonial, no qual houve a intensa retirada de ouro e pau-brasil. Entretanto, o uso excessivo pelas nações têm ocasionado na degradação de importantes biomas, como a Floresta Amazônica, fruto do desmatamento e da ineficiente fiscalização. Portanto, é dever do mundo proteger esse território.
Convém salientar, primeiramente, que o desmatamento, as queimadas, o extermínio de tribos indígenas, a caça ilegal de animais e a exploração da vegetação nativa têm destruído esse bioma tão importante para o planeta. A Amazônia é um mosaico de múltiplos fatores e interesses, visto que ela inclui mais de 7 países da América do Sul em seu território. Estudos da NASA revelam que o aumento das queimadas e do desmatamento na floresta, aliado à alta concentração de gases do efeito estufa, está tornando a atmosfera mais seca, deixando os ecossistemas mais vulneráveis. Dessa forma, nota-se que a sua importância no equilíbrio do meio ambiente extrapola fronteiras e é dever de todos.
Outrossim, ressalta-se a ineficiência das políticas públicas em fiscalizar os patrimônios ambientais, visto que os órgãos de proteção estão sem infraestrutura e verbas. O presidente da França se pronunciou sobre a destruição da floresta pelas grandes queimadas, declarando a necessidade de proteção da Amazônia em status internacional, em função da sua importância para o equilíbrio ecológico do mundo. Tal concepção afirmativa demonstra que ações conjuntas entre os países de proteção, é capaz de romper com a reincidências de crimes ambientais e preservar a biodiversidade do bioma.
Diante dos fatos supracitados, é imprescindível que medidas sejam tomadas para garantir a proteção da Floresta Amazônica. Cabe às autoridades políticas federais estabelecer um estatuto internacional para proteger a floresta, com medidas concretas de preservação ambiental. Com as parcerias internacionais seria possível maior destino de verbas para o controle das chamas em queimadas e investimentos em reflorestamento, além de uma efetiva e múltipla fiscalização, preservando então a área considerada o ‘‘pulmão do mundo’’.