Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?

Enviada em 03/11/2020

Em meados do século XX, o escritor austríaco Stefan Zweig mudou-se para o Brasil devido a perseguição nazista na Europa. Bem recebido e impressionado com o potencial da nova casa, Zweig escreveu um livro ufanista cujo título é até hoje repetido: ‘‘Brasil, país do futuro’’. Entretanto, quando se observa a deficiência de medidas contra o desmatamento da floreta amazônica, verifica-se que essa profecia é contatada na teoria e não desejavelmente na prática. Dessa maneira, é evidente que a problemática se desenvolve não só ao descaso dos governantes mas também ao almejo de terras dos donos de animais que alimentam os mercados frigoríficos.

Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o desmatamento desse bioma tão necessário para o planeta. Segundo o filosofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Nesse sentido, por conta da baixa operação das autoridades, o descaso se reflete em grande parcela da população que também se mostra imparcial na luta contra a preservação da natureza, criando futuramente grandes consequencias na vida de todos, como as severas mudanças climaticas e a escacez de agua.

Além disso, o almejo a terras pelos grandes fazendeiros pode ser também apontado como promotor do problema. De acordo com a FASE (Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional), a pecuária é, historicamente, um importante vetor desse desmatamento, já que as terras desmatadas são ocupadas pelos animais que alimentar um mercado de carne importante para a economia brasileira, por conta disso, a fiscalização é facilitada em prol do poder financeiro e o meio ambiente se encontra defasado. Destarte, é presidenciável a atuação governamental e social para que tais empecilhos sejam superados.

Portanto são necessárias medidas capazes de mitigar esse quadro alarmante. Para tanto, o Congresso Nacional, mediante o aumento do percentual de investimento, direcione capital que, por intermédio do Ministério do Meio Ambiente, sera investido em um melhor monitoramento do espaço por meio de satélites, uma vez que movimentações suspeitas e fogos de incêndios possam ser encontrados mais facilmente, com o objetivo de preservar o patrimônio ambiental. Assim, poder-se-á diminuir, em médio a longo prazo, o impacto nocivo da desmatamento, e a profecia de Zweig será solidificada no Brasil.