Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?

Enviada em 05/11/2020

Desde que os portugueses iniciaram a colonização brasileira, a Floresta Amazônica passou a ser vista como meio estratégico de obtenção de riquezas. Conhecida mundialmente por ser a maior floresta tropical do planeta, sua importância é notável e de proteção inquestionável. Todavia, na atual pandemia do COVID-19, a floresta ultrapassou recordes de desmatamento e invasões a territórios de povos nativos. Portanto, é de extrema importância que a maior riqueza natural do Brasil seja protegida e que a consciência de sua importância seja despertada ao redor do globo terrestre.

Em primeiro lugar, é necessário que se coloque em pauta o debate a respeito da atual situação da floresta; no momento presente, em quarentena, garimpeiros se aproveitam para invadir e extrair riquezas naturais de territórios indígenas e ribeirinhos. Além disso, nota-se o constante avanço das fronteiras agrícolas que assombram o território, colocando em risco milhares de vidas e espécies. Segundo dados divulgados pelo Instituto de Pesquisas Espaciais, somente em julho de 2020 houve um aumento de 34,5% nos alertas de desmatamento. Posto isto, nota-se o dever social urgente de proteger o maior bem ecológico do Brasil.

Em segunda instância, é importante que organizações como a SOS Amazônia — que busca gerar transformações sociais para manter a conservação da floresta — ganhem ainda mais força e visibilidade na mídia; em contra partida, é difícil despertar a consciência numa nação cujo líder diz não precisar de dinheiro internacional para proteger o berço da biodiversidade brasileira. Desse modo, buscando não alienar a sociedade, surge a importância da mídia na proteção e conservação da Floresta Amazônica; é preciso buscar visibilidade e doações para que a floresta deixe de ser comercializada.

Por conclusão, cabe ao governo federal a maior fiscalização das leis ambientais já existentes através de multas aos garimpeiros e invasores, visando impedir que mais territórios antes protegidos sejam vendidos. Ademais, urge que a mídia busque investir em campanhas de divulgação dos projetos que auxiliam na preservação da área; consequentemente, maior consciência será despertada na população, que passará a valorizar, de fato, a proteção da paisagem verde. Somente desta maneira a Floresta Amazônica, com sua enorme diversidade biológica de fauna e flora, sairá dos catálogos de vendas nacionais e internacionais.