Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?
Enviada em 06/11/2020
Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro
A Floresta Amazônica é considerada a maior floresta tropical do mundo, sendo responsável pela manutenção de processos biológicos e climáticos em outras regiões do Brasil e países afora. Entretanto atualmente - 2020 -, a amazônia sofre um aumento nos níveis de desmatamento; atividade essa que contribui para a destruição de sua vegetação nativa e ocasiona desequilíbrios em escala mundial.
Conforme o supracitado, o desmatamento da amazônia é feito, antropicamente, pelo Agronegócio, exploração da madeira e por atividades ilegais. O primeiro, atingindo a borda leste amazônica, insere a terra na órbita capitalista, vinculando-a em uma nova forma de produção com inovações tecnológicas. Essas inovações, embora aumentam a produtividade, necessitam de grandes áreas para produção agrícola. De acordo com os dados da Revista Science, a Soja, principal produto agrícola exportado e produzido no Brasil, ocupa uma parcela de 30% no desmatamento da floresta amazônica. Ademais, a exploração da madeira e as atividades ilegais, ambas feitas de maneira predatória, interferem diretamente na vegetação nativa; uma vez que a retirada das árvores para obtenção da madeira expõe o solo e o deixa mais suscetível às queimadas - atividade ilegal.
Paralelo à isso, observa-se a influência da maior floresta tropical do mundo nas regiões. Os denominados “Rios Voadores”, formados na Amazônia, são fluxos de vapores atmosféricos formados por massas de ar que contribuem, essencialmente, para o equilíbrio bioclimático das regiões brasileiras. Esses rios existem, apenas, por causa da complexidade vegetacional amazônica. Com a incidência do desmatamento, a transpiração ocasionada pela vegetação é reduzida e, consequentemente, há diminuição da umidade atmosférica que é redistribuída às regiões. Ou seja, com menor umidade, desrregula-se climatológicamente o nível de chuvas no Brasil como um todo. Como informa o Deter, sistema de fiscalização do desmatamento amazônico, desenvolvido pelo Instituito Nacional de Pesquisa Espaciais (INPE), houve um aumento de 34,5% entre julho e agosto de 2020 nos focos de desmatamento. Atividade essa que corrobora para o sepultamento da Floresta Amazônica.
Por conseguinte, nota-se a importância da maior floresta tropical do mundo. Faz-se mister a atuação do Minsitério do Meio Ambiente para a promoção de investimentos em Big datas, com mapeamento de risco, através do cruzamento de informações entre órgãos federais e estaduais de Defesa Civil. Essas informações servirão de base para a identificação das probabilidades de desmatamentos semelhantes aos ocorridos, prevendo eventos futuros, e contribuirão para a conservação do complexo vegetacional amazônico.