Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?
Enviada em 11/11/2020
Carlos Drummond de Andrade, em seu poema, “No meio do caminho”, retrata o percurso de uma pedra presente em sua trajetória. Embora o contexto do contista não tenha sido escrito sob viés social, se percebe um alinhamento com a realidade brasileira no que tange aos problemas que impedem a proteção efetiva da floresta amazônica. No sentindo de que esse, é um notório problema social que persiste sem solução à custa da falta de estrutura educacional e da sociedade inconsciente.
Deve-se pontuar, de início, a lacuna educacional presente no país, o que caracteriza como um complexo catalisador do problema. Conforme o educador e filósofo Paulo Freire, “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Sobre isso, o autor afirma que a educação é um pilar indispensável para base da formação social, uma vez que ela tem o poder de instruir os alunos sobre a importância da amazônia e seus benefícios como, sua influência no regime de chuvas na região, bem como estabilizar o clima global, por exemplo. Logo, as instituições pedagógicas têm papel primordial não somente no ensino de habilidades cognitivas, mas também na formação de cidadãos amplamente informados sobre o assunto.
Ademais, a ausência de consciência social é também um fator relevante em relação à situação. Nessa lógica, o filósofo Karl Marx teceu diversas opiniões em suas obras sobre a atuação governamental em relação à educação cidadã nas sociedades. Nessa perspectiva, quando se trata das queimadas na amazônia, é possível perceber que as críticas de Marx se fundamentam, já que o Estado brasileiro não promove a conscientização social sobre os malefícios desses atos reprováveis, o que afeta principalmente a perda da biodiversidade das espécies e o aumento de casos de doenças respiratórias.
Portanto, é evidente que a proteção da floresta amazônica é dever exclusivamente do Brasil e precisam ser resolvidos. Dessa maneira, compete ao Ministério da Educação propor ao Congresso Nacional uma reforma escolar, por meio de um projeto educacional, que transforme a percepção e o entendimento dos jovens sobre assuntos como a importância da amazônia e sua influência. Tal reforma deve conter uma mudança na grade curricular, englobando matérias de cunho social como ética e política, para preparar o aluno não somente para universidade, mas também para vida em sociedade. Diante disso, espera-se que a educação seja mais estruturada garantindo, assim, todo preparo que o povo necessita.