Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?
Enviada em 22/11/2020
Em 2019, o ministro do meio ambiente, Ricardo Salles, disse que a Amazônia precisava de “soluções capitalistas”. Contudo, demonstrou não estar interessado a respeito da Amazônia, uma vez que a agropecuária e outros interesses do sistema capitalista, provocam o desmatamento do bioma amazônico. Além disso, vê-se o despreparo do Governo Brasileiro frente a isso, já que proporciona poucas verbas e pequena atenção aos cuidados desse ambiente. Nesse sentido, o pouco interesse da política brasileira na proteção da Amazônia e o avanço da industrialização, demonstram a futura extinção da maior biodiversidade do mundo.
Dessa forma, em 2019, o presidente Bolsonaro afirmava não ter verba para acabar com os incêndios que, aumentados e provocados pelo desmatamento segundo a revista O Globo, destroem a floresta amazônica. Entretanto, o mesmo se negava a receber o dinheiro dado pelo G7 ,grupo dos países mais ricos do mundo, ainda que o próprio ministro do meio ambiente afirmava que era preciso a ajuda internacional. Nesse contexto, é notório a pouca formação profissional em relação à proteção desse espaço, sendo algo que persiste por anos, pois o Governo não adquire uma postura ideal para a resolução desses problemas.
Desse modo, no mesmo ano, a ministra da agricultura, Tereza Cristina, afirmava que o dinheiro obtido pelo G7 não seria usado no reflorestamento da Amazônia, porque esta consegue se reflorestar sozinha. Ainda assim, as Ciências Biológicas ao estudarem o tipo de solo presente na Amazônia, identificaram que o solo não é fértil e apenas existe vida naquele local por causa do Húmus, matéria orgânica resultante da decomposição de folhas e animais. Dessa maneira, a floresta não se renovará sem suas árvores, além de, também, observar que a agropecuária e, consequentemente a industrialização, se tornam prioridades em comparação à Floresta amazônica, logo que a Tereza Cristina é deputada da Bancada Ruralista.
Dado o exposto, para a proteção dessa grande biodiversidade, o Governo em parceria com a Banca Ruralista devem investir em técnicas que possam melhorar as atividades rurais sem precisar desmatar mais. Assim, por meio de investimentos em pesquisas científicas de como reutilizar territórios inférteis adicionados à fiscalização de práticas ilegais e clandestinas, como a caça, para toda a floresta, serão diminuídos os ricos de perda desse meio. Em complemento a isso, o Governo deve abrir propostas para aceitar o dinheiro de outros países que se disponibilizam para ajudar, tendo como finalidade uma menor destruição da natureza.