Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?

Enviada em 23/11/2020

A Floresta Amazônica é visada mundialmente por sua grande biodiversidade, excedente de matéria-prima, e hidrografia abastada. Entretanto, a sua proteção é responsabilidade do mundo inteiro. Por isso, é necessário estabelecer um equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e a sustentabilidade, de modo homogêneo.

Em primeira análise, segundo o filósofo Adam Smith, o desenvolvimento econômico é o fator que define o posicionamento de uma nação perante as outras. Dessa forma, ao retirar recursos da floresta amazônica a fim de obter material com valor de mercado e alavancar a economia, são violados princípios naturais com as técnicas de manuseio, como, o desmatamento, a laterização dos solos, o uso impróprio das águas e a poluição. Por esses motivos, é importante que as nações que usufruem dos recursos da floresta, utilizem de políticas sustentáveis para a reposição do material coletado e a manutenção do equilíbrio natural.

Em segunda análise, segundo o filósofo empirista Francis Bacon, ‘‘a natureza para ser comandada precisa ser obedecida’’. Desse modo, é necessário respeitar os limites naturais para a obtenção de retorno positivo da matéria ofertada pela floresta. Segundo a biologia, cada bioma possui seu período de recuperação após uma sucessão ecológica, seja natural ou proposital. Desse modo, a sustentabilidade se baseia em permitir que este bioma permaneça útil tanto para a fauna e flora habitantes, quanto para os homens que utilizam de seus recursos para sobrevivência.

Infere-se, portanto, que a proteção da floresta amazônica é dever mundial, e medidas são necessárias para que isso ocorra. A Organização das Nações Unidas (ONU) juntamente ao Ministério do Meio Ambiente, devem enfatizar as leis que asseguram o desenvolvimento sustentável a fim de supervisionar as empresas que atuam na Amazônia e punir situações de crime contra o meio ambiente.  Dessa forma, torna-se possível obter uma sociedade justa e envolvida com a condição de existência do bioma amazônico.