Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?

Enviada em 09/12/2020

Segundo Zygmunt Bauman, há uma falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas, característica da “Modernidade Líquida”, vivida no século XXI. Desse modo, nota-se nos dias hodiernos uma liquidez no que se refere a proteção da Floresta Amazônica. Nesse contexto, temos a falha nas aplicações das leis ambientais, e a carência de discernimento da importância dessa floresta como desafios no atual cenário brasileiro.

Em primeira análise, é valido ressaltar que as políticas de proteção ambiental não são executadas como deveria. Isso é comprovado num relatório pela Organização das Nações Unidas, mostrando que apesar do Brasil de ter aumentado o número de leis ambientais, a aplicação delas ainda é fraca. Nesse sentido, fica evidente que por mais que existam na Constituição regulamentos que assegurem a defesa, sem o devido cumprimento não há mudança.

Outrossim, destaca-se o desconhecimento de muitos brasileiros do valor que a Floresta Amazônica tem no país. Sobre isso, há um documentário “Amazônia Desconhecida”, o qual revela sobre a biodiversidade existente, de fauna de flora, e as principais formas de desmatamento. Sob essa ótica, compreende-se que é necessário maior propagação de informações acerca da indispensabilidade do cuidado na maior floresta do mundo.

Fica claro, portanto, que medidas são de suma importância para mudar essa realidade. Então, cabe ao Governo Federal investir e destinar maiores verbas, por meio das políticas de defesa ambiental, com o intuito de criar mais agências e órgãos ambientalistas e fortalecer as já existentes, a fim de aumentar e melhorar os meios que são utilizados na preservação desse meio ambiente. E a partir disso, haver uma diminuição do desmatamento e ampliar os recursos de conservação do ecossistema amazônico. Somente assim, não haverá uma liquidez no Brasil, mencionada por Bauman.