Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?
Enviada em 06/12/2020
“Eu sou o que me cerca. Se eu não preservar o que me cerca, eu não me preservo.” José Ortega y Gasset. A primeira fase do Romantismo no Brasil foi caracterizada pela exaltação das matas e das paisagens brasileiras, por meio das obras de autores como José de Alencar e Gonçalves Dias. Entretanto, no cenário contemporâneo não se nota uma preocupação com a maior floresta tropical do mundo: a Amazônia; posto que, o avanço das indústrias e da tecnologia, atrelado ao aumento das produções favorecem a degradação desse ambiente. Além de que, permite uma destruição simbólica cultural em relação aos habitantes da região.
Apesar de o Brasil receber de outros países apoio financeiro destinados à preservação, como a Alemanha e a Noruega, a devastação da Floresta Amazônica segue em ritmo acelerado. Dados divulgados em 2020 pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE, expõem um crescimento de 34% em comparação com a taxa registrada no ano anterior. O desmatamento e as queimadas constantes na área, em consequência da atividade humana passam a ser um problema não só nacional, mas também internacional. Visto que, a Amazônia é primordial para o controle climático global e a disponibilidade de água doce, assim como para os organismos vivos e o índice pluviométrico.
No contexto do interesse econômico, remonta-se a trama do filme “Avatar” ao tratar-se de uma crítica à exploração de recursos naturais e à ameaça ao ambiente. Esses fatores apesar de serem retratados ficcionalmente, estão ligados aos acontecimentos reais, como por exemplo, a situação dos povos indígenas e ribeirinhos que habitam na Amazônia. Bem como representado na série “Aruanas”, que expõe os atentados a esses povos, os conflitos pela posse de terras preservadas e a atividade mineradora na região. Trazendo também em foco, a atuação de ONGs e ativistas que atuam para a preservação da natureza.
Dado o exposto, nota-se a necessidade de uma atuação urgente em defesa da Floresta Amazônica. Cabe então, ao Ministério do Meio Ambiente a adoção de medidas protetivas, como a extração sustentável e o reflorestamento, para uma melhor conservação do ecossistema. Compete também ao Estado, por meio da Política Nacional do Meio Ambiente, o aumento de fiscalizações rigorosas na região e a aplicação de multas aos que promovem o desmatamento ilegal. Mediante a vigoração dessas medidas e responsabilidade de toda a nação, é possível haver a preservação da floresta que favorece não somente aos que habitam em torno dela, mas também a todo o planeta.