Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?
Enviada em 11/12/2020
No documentário Amazônia Eterna, lançado em 2012, há um questionamento se é possível haver uma convivência harmônica entre a exploração da economia verde e a manutenção do ecossistema amazônico. Segundo o documentário, a resposta é: sim, é possível. Durante 88 minutos, a produção de origem brasileira mostra ao público nove experiências bem-sucedidas do uso da floresta de maneira sustentável, beneficiando diretamente a população local e promovendo boas parcerias econômicas. Ou seja, diante do que o ser humano está fazendo com essa construção, está ficando cada vez mais difícil.
Na primeira análise, com o avanço da tecnologia advinda da Terceira Revolução Industrial a pecuária e a agricultura foram mecanizadas, além disso houve o aumento da população. Com isso, o desflorestamento da Amazônia foi uma opção para aumentar uma área para uma agropecuária, porém, isso acarretou em consequências devastadoras, tanto para o Brasil quanto para o mundo, pois uma árvore com uma copa de 10 metros pode bombear mais de 300 litros de água para a atmosfera segundo o Jornal Estadão. Dessa maneira, exorta a necessidade de ações governamentais para reforçar a fiscalização ambiental, caso contrário, o Brasil e o mundo sofrerão com a falta de água, tanto quanto água das chuvas para a economia agrária.
Graças a essa dinâmica, evidencia-se que a preservação dos recursos hídricos no Brasil depende, necessariamente, de uma política de conservação da vegetação dessa floresta e também de outras áreas do país a fim de se manter a renovação dos recursos hídricos para as gerações futuras. É válido ressaltar que a Amazônia, considerada por muitos como o pulmão do mundo, vem sofrendo com o grande desmatamento presente na região, as queimadas que prejudicam a fauna de forma permanente, tanto quanto a flora. O descaso com a Amazônia é evidente, e com a atual gestão tais fatos se tornaram ainda mais evidentes, é válido ressaltar que segundo dados do sistema deter, do Instituto de Pesquisas Espaciais aponta que de agosto de 2019 a julho de 2020 houve um aumento de 34,5% no índice de desmatamento na região norte do Brasil.
Outrossim, a falta de interesse social ainda é um grande impasse à preservação e proteção desse ambiente. No entanto, segundo o pensador e ativista francês Michel Foucalt, é preciso mostrar às pessoas que elas são mais livres do que pensam, para que forma, se deem conta da importância de cuidar da natureza. Assim, uma mudança nos valores da sociedade é fundamental para que voltemos a olhar para a Floresta como algo de extrema necessidade para a necessidade humana. De tal forma que cada um cumpra com sua responsabilidade de preservação, por meio do cumprimento dos limites existentes nessa área, como por exemplo, de caça e extração de madeira.