Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?
Enviada em 07/12/2020
De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o número de incêndios na Amazônia no ano de 2019 aumentou 82% em relação ao ano de 2018. Nesse caso, após a divulgação desses dados, o país e o mundo expressaram apoio à Amazônia mostrando a preocupação de todos com a floresta. Portanto, percebe-se que a raiz do problema está na baixa eficiência da fiscalização que acaba de certo modo permitindo esses desastres, e na utilização insuficiente dos recursos naturais.
Em primeiro lugar, é sabido que queimadas e desmatamentos na região da Amazônia já acontecem há algum tempo devido ao desenvolvimento do agronegócio entre outras explorações ilegais e legais, mas isso deve ser questionado. Diante disso, é sabido que a floresta amazônica não é a única floresta que passou por processos destrutivos, pode-se citar a Mata Atlântica, que devido a exploração madeireira e ao desenvolvimento de técnicas de monocultura, como o café e a cana-de-açúcar, perdeu cerca de 93% de sua floresta. Portanto, é preciso proteger o Amazonas, pois o descaso pode levar ao desaparecimento da floresta, com consequências chocantes.
Por conseguinte, nota-se os impactos ambientais e econômicos devido ao que acontece na floresta amazônica. Além de reduzir a biodiversidade, o corte de árvores também prejudica a regulação do clima do Brasil e o combate ao aquecimento global, pois elas são responsáveis por absorver grandes quantidades de dióxido de carbono (CO2). Por outro lado, os incêndios liberam muito gás que polui o solo, o ar e a água. Além disso, devido a esses incidentes, as doações internacionais ao Fundo Amazônia foram bloqueadas, pois a sustentabilidade é um ponto fundamental no acordo comercial entre a União Europeia e o Mercado Comum do Sul (Mercosul), mas a falta de sustentabilidade dos produtos brasileiros poderá acarretar em ações protecionistas para barrá-los. Portanto, podemos ver a destruição da fauna, da flora e da economia brasileira.
Portanto, fica claro que a proteção da floresta amazônica é de importância nacional e internacional. Para tanto, é uma postura firme do Ministério do Meio Ambiente sobre o desmatamento ilegal, aplicar as leis existentes e formular novas leis com eficácia por meio de fiscalizações eficientes, multas e penalidades por violações. E também, cabe ao Poder executivo honrar os acordos internacionais importantes como o Acordo de Paris a fim de garantir a sustentabilidade e preservação do meio ambiente e da própria economia do país. Por fim, é inaceitável qualquer posicionamento desleixado e despreocupado vindo dos governantes, pois eles são os responsáveis por manterem a ordem e tomarem as rédeas das situações. Somente assim poderá preservar a floresta amazônica e todas as outras, salvando o maior bem do país.