Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?
Enviada em 11/12/2020
Com a ascensão da Revolução Industrial, bem como sua proliferação, o mundo presenciou uma grande queda no bem estar ambiental, e com a Floresta Amazônica não foi diferente. A região é vista como parte da soberania nacional após a história que ela cultiva há seculos. Entretanto, por ter grandes reservas minerais e abundância de recursos naturais, é alvo de muito interesse econômico fora do Brasil. Concomitante, o governo comercializa hectares da floresta para empresas multinacionais hegemônicas, as quais colocam em risco esse grande patrimônio histórico.
O território amazônico possui uma história vasta. Ele forneceu sustento para os nativos, foi explorado na colonização, foi protagonista em inúmeras descobertas biológica, entre outros. Da mesma forma, apresenta grande potencialidade para minérios como ferro, titânio, ouro e platina, os quais possuem grande demanda. Por isso, há grande investimento estrangeiro nele, principalmente de indústrias, que conseguem permissão do governo para extraí-los e, consequentemente, causar danos ao meio ambiente.
Na matéria “Internacionalizar pra quê? A Amazônia já está sendo vendida”, da revista Repórter Brasil, em 2006, mostrou que em abril deste ano, um grande empresário sueco tornou-se proprietário de 160 mil hectares para supostamente preservar a floresta. Além do fato de ele possuir uma quantidade muito grande de terreno na região, choca igualmente o fato de ele afirmar que com mais 12 bilhões de dólares ele conseguiria comprá-la totalmente, sendo o valor do hectare 30 dólares. Dessa forma, é cabível afirmar que o interesse econômico pode sobrepor a proteção da área e, por isso, o Brasil deve tomar a frente nas decisões envolvendo-a.
Destarte, medidas precisam ser tomadas para que não haja erros ao decidir o futuro desse tão importante patrimônio para o país. O Brasil deve ser protagonista nas decisões, tendo em vista que falsos ambientalistas são comuns. Para isso, o Poder Executivo Federal deve priorizar a manutenção do meio ambiente em detrimento de extrativismo descuidado investindo em reservas naturais e barrando ações que prejudiquem a floresta. Em conjunto, o Governo Federal investiria recursos na extração das riquezas contidas na terra já pensando em projetos para replantar tudo e reconstituir inteiramente a área afetada. Como disse o filósofo romano Sêneca, “Para a ganância, toda a natureza é insuficiente”.