Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?

Enviada em 10/12/2020

Em 1532, com a chegada dos portugueses ao Brasil, ocorreu uma grande exploração das florestas litorâneas, aos quais hoje já se perderam 90%. Tal como na era colonial, atualmente, ainda é notável a destruição que é feita nas matas brasileiras, em especial, na Floresta Amazônica. Porém, a localização em território nacional do dito “Pulmão do mundo” bota em cheque se realmente pertence alguém o direito ou dever de reivindicar a preservação da floresta para si, sendo ela algo de vital importância a nível global. Essa problemática ainda persiste devido à baixa fiscalização e alta corrupção dos governos, marcados grande parte das vezes por negligencia.

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) de agosto de 2018 a julho de 2019, os alertas indicaram que 6,8 mil km² poderiam estar sob desmate. O Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, já havia se manifestado sobre a dificuldade de fiscalizar 5 milhões de km², afirmando de que tal ato não iria resolver a questão ambiental. Porém, fica obvio a importância de uma fiscalização na medida que o isolamento social devido à pandemia do novo coronavírus diminuiu a fiscalização e os alertas de desmatamento na floresta Amazônica crescem 63,75% em apenas 1 mês batendo o recorde dos últimos 4 anos, segundo a Inpe.

Apesar da Amazônia não ser o “Pulmão do mundo” a bastante tempo, ela ainda desempenha importante papel para o ecossistema em nível global, tais como, garantir a qualidade do solo, dos estoques de água doce e proteger a biodiversidade. Processos como a evaporação e a transpiração de florestas também ajudam a manter o equilíbrio climático fundamental para outras atividades econômicas, como a agricultura, concentrando 20% da água doce do planeta. Um perfeito exemplo de como a floresta pode afetar ativamente outras áreas é a “Chuva negra” ocorrida em São Paulo pouco tempo depois do início das queimadas ocorridas na Amazônia.

Diante dos fatos apresentados, fica claro que a destruição da flora amazônica tem e ainda terá resultados catastróficos no Brasil e em todo o mundo. Cabe o Ministério do Meio Ambiente, junto ao Governo federal, aumentar massivamente a fiscalização com o objetivo de diminuir a exploração e queimadas de forma ilegal na floresta. É de responsabilidade do Senado Federal do Brasil, em Conjunto com Câmara dos Deputados, elaborar e votar em uma nova lei de preservação ambiental que torne o ato de descomprimento da mesma algo passivel de prisão inafiançavel e de pena minima de 5 anos, dessa forma será claro para qualquer infrator os riscos acarretados com o crime e servirá de forma preventiva, diante os proximos delitos. Diante essas atitudes, será garantido que a Amazônia não irá terminar como o litoral Brasileiro, e que nas manhãs de São Paulo o céus nunca retornem as sobras.