Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?

Enviada em 10/12/2020

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Especiais, a taxa de desmatamento da floresta amazônica aumentou em 34% entre 2019 e 2020, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Nesse sentido, é possível afirmar que a floresta amazônica precisa ser preservada pelo Estado brasileiro, visto que ela possui uma biodiversidade rica para medicina humana e é responsável pela manutenção das condições climáticas locais.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, há 60 mil espécies de plantas e animais vertebrados na Amazônia, sendo que em 10 anos foram descobertos 1,2 mil espécies na região. Essa biodiversidade é aplicável na medicina, pois há plantas como açaí, cacau, cupuaçu, graviola, pequi, pitanga e umbu com alto potencial nos tratamentos naturais clínicos. Sendo assim, essa constante detecção de espécies aplicadas no setor médico apenas se faz possível pela preservação da Amazônia.

Ademais, um estudo da Universidade de Princeton divulgou que sem a presença Amazônia, um táxon de chuvas no território brasileiro cairia em 25%. Essa queda causaria um desequilíbrio ambiental, e, posteriormente, provocaria o aumento de eventos geológicos e biológicos extremos: furacões, extinções de espécies, tsunamis e erosões se tornariam mais frequentes. Portanto, a preservação da floresta amazônica representa também a conservação das condições climáticas regulares e do avanço científico medicinal.

Desse modo, o Ministério do Meio Ambiente deve promover a campanha de preservação da Amazônia, enfatizando sua importância medicinal e climática para a humanidade, e a restauração dessa floresta. Em suma, deve-se aliar a regeneração das regiões desmatadas com comandos gerais, diminuindo o desmatamento e elevar o reflorestamento da região. Consequentemente, o Estado brasileiro manteria a floresta preservada, e haveria continuidade na regulação climática local e avanços científicos a partir de sua biodiversidade.