Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?

Enviada em 10/12/2020

A Floresta Amazônica ocupa cerca de 60% do território brasileiro. O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade no que concerne à questão. Sendo assim, surge a discursão sobre a proteção da floresta amazônica, que persiste intrínseco à realidade brasileira, seja pelo desmatamento, queimadas, extinção dos animais etc.

Neste contexto, é crucial analisar a desordem presente no desmatamento. Nessa perspectiva, a máxima de Martin Luther King de que “a injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo lugar” cabe perfeitamente. Então, vê-se que há uma impunidade nessa causa, logo que, mais de 400 milhões de árvores são derrubadas anualmente com essa finalidade, estes números veem crescendo dia após dia.

Outrossim, a extinção dos animais encontra terra fértil no individualismo e na falta de empatia. Na obra “Modernidade líquida”, Zigmunt Bauman defende que a pós- modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Em virtude disso, vários animais encontram-se, ameaçados de extinção. Apesar de ser relativamente comum na natureza, atualmente, o processo de extinção tem sido intensificado pelo homem. Logo, como consequência a falta de empatia, pois para se colocar no lugar do outro, é preciso deixar de olhar apenas para si.

É necessário, portanto, que medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra o Governo, juntamente com o Ministério do Meio Ambiente, devem desenvolver leis que proibam o desmatamento. Tais medidas devem ocorrer na Floresta Amazônica, com o objetivo de preservar a maior floresta do mundo, e assim diminuir a extinção de animais. Por fim, é importante que o povo brasileiro se encare como responsável pelo problema, pois de acordo com Platão, o primeiro passo para mover o mundo é mover a si mesmo.