Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?
Enviada em 08/06/2021
No Filme “O Lórax: Em Busca da Trúfula Perdida” tem-se um personagem principal preocupado em lucrar através dos meios naturais, alheio das consequências futuras, que ocasionou uma sociedade alienada pelo governo, ignorante da real causa de terem árvores de plástico e de comprarem ar. Entretanto, assim como nesta obra fictícia existe a não proteção das florestas, a mesma situação se dá com a Floresta Amazônica, visto que há uma dualidade do homem, entre preservar e desenvolver-se economicamente: fato evidenciado através da ignorância da sociedade e do consumo excessivo.
Primeiramente, é válido destacar que a sociedade está vivendo um estado de cegueira branca, como é dito no livro “Ensaio Sobre A Cegueira” de José Saramago, o qual retrata a negligência da população diante da realidade que os cerca, perdidos em meio à prepotência humana. E, é neste contexto que entra a ignorância do corpo social em relação a Floresta Amazônica; a prova disso, os índices de desmatamento aumentaram 49% em comparação com 2020, aponta Inep. Desse modo, o dever de proteger esta floresta necessita ser de conhecimento geral.
Outrossim, o consumo excessivo também pode ser apontado como responsável pelo problema. Afinal, têm-se desde o início do século XVI, com a chegada oficial da colonização portuguesa no Brasil, a reprodução da ideia de que os recursos naturais são inesgotáveis. Uma vez que a própria Constituição brasileira, no art.225, afirma que cabe ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. Nesse sentido, é lícito referenciar o dado antes apresentado com a extração do pau-brasil, que hoje representa as outras partes da floresta colonizadas pelas principais potencias do mundo; uma vez que o Brasil ainda vive uma exploração de fora para dentro.
Fica claro, portanto, a urgência de resolver esse impasse. Para tanto, é necessário a divulgação da problemática, por parte do governo, com a finalidade de conscientização através das mídias, em virtude do seu fácil acesso. Além disso, importa que ainda esse não apenas coloque as leis já existentes em prática, como também incremente um modelo de crescimento econômico menos consumista, com uso sustentável. Certamente contribuirá no dever de todos com o equilíbrio do “pulmão do mundo”, evitando assim que as consequências retratadas no filme se tornem futuro da humanidade.