Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?
Enviada em 15/09/2021
Sabe-se que, desde os primórdios da década de 1500 - na época do Brasil Colônia - os portugueses exploravam, desmatavam e vendiam o pau-brasil na Europa, com o auxílio de alguns indígenas. Todavia, tal prática de desmatamento acontece ainda nos dias atuais, visto que, cada vez mais, são evidentes os problemas provindos do aumento de desmatamento, tais como a falta de chuvas, o crescimento de queimadas naturais e entre outros. Desse modo, os problemas citados acontecem por razões da falta de fiscalização efetiva e pelo descaso governamental. Assim, causam discussões de extrema importância sobre a proteção da Floresta Amazônica, visto que possui uma grande importância ao continente.
Em princípio, a falta de fiscalização eficiente nas áreas da Amazônia contribui diretamente nas situações de desmatamento da floresta. Nessa lógica, diversas pessoas conseguem ‘’enganar’’ o sistema de fiscalização, seja por razões ilegais de lucro, propina, conversas políticas e entre outros. Nesse sentido, pode-se mencionar o caso da maior apreensão de madeira acontecida no Brasil, no mês de abril, em que diversas pessoas discutiram e criticaram a posição do próprio ministro do Meio Ambiente, Ricardo Sales, que apoiava e defendia a liberação da madeira ilegal provinda de desmatamento para fins lucrativos, na qual havia sido apreendida pela Polícia Federal.
Ademais, o descaso governamental também influencia nas práticas ilegais de desmatamento da Floresta Amazônica. Nessa perspectiva, segundo os pesquisadores da ONG Conservação Internacional, ‘‘o Brasil é o país que mais altera leis que deveriam proteger a Amazônia, entre os nove que são cobertos por esse bioma’’. Contudo, o poder público brasileiro, que deveria investir, fiscalizar e proteger a maior floresta de biodiversidade do mundo, permanece inerte em sua função e, assim, contribui ainda mais com o aumento do número de práticas ilegais contra a floresta Amazônica no país.
Portanto, medidas são necessárias para resolver os impasses. Para tanto, é dever do poder público brasileiro, juntamente com o Ministério do Meio Ambiente, investir e criar novas medidas de fiscalização da Floresta Amazônica. Tais medidas poderiam acontecer por meio da utilização de tecnologias avançadas de monitoramento, como drones de alta distância, imagens de alta definição e detectores de movimento/calor humano nas florestas, com o intuito de diminuir os casos de desmatamento e práticas ilegais na floresta. A fim de tornar o Brasil um país preparado, responsável e ‘‘modelo’’ nos princípios de preservação das florestas.