Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?
Enviada em 15/09/2021
A animação cinematográfica “Rio 2”, sequência de “Rio”, que conta a história de Blu, uma arara-azul, faz crítica a um dos maiores embates na região da Amazônia: o desmatamento. Durante a trama, a família de psitaciformes azulados associam-se a seus rivais, as araras-vermelhas, refutando a competição intraespecífica entre si, tendo em vista a junção em prol do bem da floresta. De mesmo modo, a proteção da Floresta Amazônica é dever não só dos países coocupantes de seu território, como o Brasil, mas também de toda a comunidade global, em razão da interferência que a mesma obtêm sobre fatores meteorológicos e financeiros, por exemplo.
Indubitavelmente, a Floresta Amazônica é a maior floresta tropical do mundo, abrigando, por conseguinte, uma extensa biodiversidade de espécies vegetais e animais, além de ser responsável pela formação de diversas nascentes fluviais e influente nos fenômenos meteorológicos respectivos as condições pluviais do continente Sul-americano, por conta da evapotranspiração constante de sua vegetação densa. Sob esse ponto de vista, tanto uma perda parcial, restrita a um país específico, como a nação brasileira ou colombiana, quanto em larga escala, têm potencial de afetar diversos Estados, não somente o brasileiro.
Em adição, devido a grande disposição de recursos, o extrativismo, bem como a proficuidade do solo para com práticas agropecuárias, propiciam um fluxo econômico no comércio, que, por sua vez, viabiliza acréscimos no Produto Interno Bruto (PIB) de países. Portanto, a falta de moderação no uso do solo amazônico, ademais do descontrole nos processos de desmatamento e queimadas naturais, acarretam na destruição de ecossistemas e redução da biodiversidade, prejudicando a economia mercantil, além de vidas indígenas, população nativa da Amazônia. Exemplificando, há-se o caso de Davi Kopenawa, índigena brasileiro que solicitou, em 2020, por meio de uma carta destinada ao primeiro-ministro do Reino Unido, o encerramento da importação europeia de produtos amazônicos.
Em síntese, assim como em “Rio 2”, no qual opositores uniram-se para a defesa da mata, a devoção para a proteção da Floresta Amazônica é dever do mundo inteiro, visto que esta afeta o globo como um todo. Desse modo, a Organização das Nações Unidas, visando a colaboração de todos os Estados, deveria emitir uma solicitação, através de reuniões da organização intergovernamental, em que os países colaborassem com apoio financeiro, programas de sustentabilidade e conservadorismo florestal nas regiões da Amazônia, além de mandatos que proíbem a importação de produtos advindos de atividades extrativistas não legalizadas.