Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?

Enviada em 02/11/2021

O filme norte-americano “Rio 2” retrata a ação predatória dos homens na Amazônia, o que forçou os animais autoctónes a se esconderem para não serem capturados pelo tráfico de animais, além de ilustrar o extenso extrativismo da flora local. Para além das telonas, atualmente, na Amazônia observa-se uma atitude semelhante aquela da longa, visto que o ímpeto destrutivo dos homens afeta diretamente a proteção da Floresta Amazônica. Isso não se evidencia apenas pela ausência de políticas públicas capazes de mitigar a problemática, mas também pelo interesse internacional na região.

Em uma primeira análise, a intensa destruição de recursos naturais no Brasil possuí raízes históricas, o que explica a secundarização estatal da ideia de preservação do meio ambiente, sobretudo no bioma Amazônico. Isso porque a bancada ruralista ergue-se, no Brasil, como forte influenciadora das pautas governamentais e, por isso, apresenta grande poder histórico sobre o manejo da biodiversidade do país, uma vez que está no poder desde períodos coloniais, os quais foram marcados pela destruição das florestas para interesse próprio. De acordo com a Imazon, houve aumento de 57% no desmatamento da Amazônia legal no último ano, o que demonstra a responsabilidade brasileira na aniquilação dessa importante área motivada por ganância. Nota-se, então, o dever do Brasil.

Ademais, vale ainda ressaltar que, devido à grande extensão da floresta Amazônica, ela ultrapassa fronteiras nacionais e mostra-se um bioma internacional, além de influenciar no clima de vários países. Essa correlação se fundamenta na capacidade de regulação das chuvas e dos ventos promovida pelas árvores e pela umidade da região, o que impacta na climatologia global, principalmente no regime pluviométrico. Apesar desse impacto a nível global, há também a questão da biopirataria internacional motivada por interesse particular de diversos países, o qual propicia a exploração da floresta e, por meio de discursos contraditórios, busca limitar a utilização desse recurso por brasileiros, a fim de supostamente proteger a fauna e a flora, enquanto essas nações buscam internacionalizar a Amazônia para uso próprio. Dessa forma, preservar esse importante local faz-se dever do mundo inteiro.

Torna-se evidente, portanto, que para proteger a floresta Amazônica são preciso esforços globais, preservando a autonomia dos países que possuem o bioma em seus territórios. Para efetivar esse quadro, é necessário que a Organização das Nações Unidas faça, em conjunto com os governos locais de diversos países, a criação do projeto “Ame a Amazônia”, no qual seja estipulado objetivos para mitigar e para frear o desmatamento. Isso deve ocorrer por meio de fundos bancários que invistam na preservação e na proteção da floresta, a fim de frear o avanço predatório conjunto na região. Espera-se, assim, que, de fato, a Amazônia seja preservada e afaste-se da exploração ilustrada em “Rio 2”.