Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?

Enviada em 13/11/2021

A animação “Rio 2” retrata do ponto de vista dos animais, a destruição ambiental da Floresta Amazônica devido à ação do homem. Em relação a isso, a realidade valida a ficção, já que diversas atividades antrópicas de garimpeiros e fazendeiros que em conjunto com a negligência governamental tem causado danos irreversíveis na maior floresta tropical do mundo que não atingem apenas o Brasil, mas também todo o planeta. Nesse sentido, evidenciando-se que a preservação da Amazônia é crucial para todos os países, faz-se necessário analisar as causas e atitudes para reverter essa problemática.

Em primeiro plano, deve-se entender que a Floresta Amazônica é um órgão vivo do planeta terra e que sua destruição devido ao avanço da fronteira agrícola e outras mazelas como exploração ilegal de madeira, garimpo e caça ilegal, prejudicam não só a floresta, mas todo o planeta de forma generalizada. Segundo a revista Science Advances, “a combinação de desmatamento, mudanças climáticas e queimadas fizeram com que partes da floresta tropical se transformassem em savanas e liberassem gás carbônico na atmosfera”. A preciosa Amazônia está à beira do desaparecimento funcional e, com ela, nós também estamos graças aos problemas relacionados como o aquecimento global, que ameaça o equilíbrio da vida humana, proporcionando o aumento de enfermidades como a Febre Amarela, que por conta da destruição do ‘habitat’ na Floresta Amazônica, o seu vetor passa a se proliferar em meio urbano, além de desastres ambientais como a seca no nordeste e a destruição de colheitas devido ao ciclo irregular de chuvas, impactando toda sociedade brasileira na totalidade.

Em segundo plano, vale ressaltar que a negligência e a ínfima relevância dada ao tema de preservação ambiental pelo governo brasileiro é um ponto central na devastação da Amazônia, já que segundo dados oficiais divulgados pelo Diário Oficial da União, O Poder Executivo, aprovou um corte de 24% no orçamento do meio ambiente para 2021 em relação ao ano de 2020, o que corrobora para a manutenção do problema. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir a proteção da natureza e bem-estar dos brasileiros, o que infelizmente é evidente no país.

Evidencia-se, portanto, a necessidade de ações para resolver o impasse. Dessa maneira, o governo, como instância máxima da administração executiva, deve através do Ministério do Meio Ambiente, rever as bases destinadas ao setor ambiental, por meio de políticas de monitoramento, capacitação de agentes ambientais e prevenção de possíveis queimadas. Ademais, criar campanhas nas redes sociais e televisão que detalhem práticas sustentáveis e advirtam dos perigos da destruição da Amazônia. Feito isso, espera-se que a trama da animação “Rio 2” não seja mais uma realidade.