Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?

Enviada em 13/12/2021

A produção áudiovisual brasileira “Aruanas” retrata três mulheres ativistas na luta contra práticas de crime ambiental na região amazônica. Numa realidade bem próxima a da série, os gráficos referentes aos últimos anos registraram altos índices de desmatamento na Floresta Amazônica, o que implica a necessidade de discussão acerca da responsabilidade brasileira e de outros países na preservação dessa floresta tropical. Sem dúvida, é urgente a cooperação mundial … . Para tanto, é importante entender as nuances nacionais e internacionais desse cenário.

A priori, frisa-se a negligência estatal relativa à preservação amazônica. Nesse sentido, pode ser observada a flexibilização das leis nacionais acerca da proteção de áreas intocadas na Amazônia. Por exemplo, o Governo Federal aprovou 7 projetos de garimpo em regiões da Floresta Amazônica, ampliando as fronteiras da atividade antrópica. Tal postura governamental demonstra a ineficiência da administração pública na gerência da preservação amazônica.

Ademais, é preciso citar a falta de diplomacia do Brasil com outras nações e os efeitos desse posicionamento na preservação da região amazônica. Isso se explica pela negação brasileira à interferência de países estrangeiros na Floresta Amazônica, bem como situações de ofensas xenofóbicas, o que atrapalha a recepção de ajuda financeira. Esse comportamento se assemelha ao conceito “Narcisismo das pequenas diferenças”, de Freud, que descreve a hostilidade criada a partir de detalhes mínimos que diferenciam culturas distintas, os quais poderiam ser relevados. Assim, entende-se como a má relação do Estado com outras nações agrega empecilhos à implementação de projetos internacionais de proteção ambiental.

Logo, o Governo Federal deve investir em orgão de proteção ambiental, por meio da melhora de infraestrutura e tecnologia, para aumentar a fiscalização e evitar a degradação desse bioma.