Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?
Enviada em 13/06/2022
O clipe “Is that for me” da cantora Anitta, foi gravado na Floresta Amazônica, com a proposta de exibir a beleza cultural da região. Desta maneira, faz-se necessário analisar as consequências da desproteção desta floresta, sendo dever do Brasil e do mundo inteiro preservá-la. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos: o desequilíbrio ecológico e econômico, e a extinção dos indígenas.
Em primeira instância, é preciso ressaltar a importância da Floresta Amazônica. Sabe-se que esta é o principal bioma em biodiversidade do mundo, abrigando a maior bacia hidrografia e maior floresta tropical do planeta. Segundo Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do Brasil, a pior guerra é contra a natureza, que é silenciosa e destrói ao longo do tempo. Contudo, a tese defendida por ele condiz com a realidade brasileira, tendo em vista que, cada vez mais, a Amazônia é alvo de queimadas e desmatamento. É inquestionável que, com a degradação da floresta, haverá um desequilíbrio ecológico juntamente com o empobrecimento do solo, culminando numa crise global na economia, pois irá afetar diretamente o agronegócio, transporte fluvial e as hidrelétricas; consequentemente, afetando a economia de inúmeros outros países que fazem relações comerciais com Brasil.
Em segunda instância, é preciso entender a relação entre a floresta e os indígenas. De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), na Amazônia habitam 144 mil indígenas, sendo a região com a maior concentração destes povos. Entretanto, devido à grande disponibilidade de riquezas, o local é alvo de explorações, não se importando com a floresta ou com os povos que ali habitam. Tais ações podem destruir a população nativa, pois com o aumento da comunidade urbana, cresce, também, o modo de desenvolvimento capitalista, que visa a expansão para as terras indígenas, destruindo a região, e impedindo a manutenção cultural de um povo tão importante para história brasileira.
Portanto, medidas precisam ser tomadas para solucionar este impasse. Assim sendo, cabe a Organização das Nações Unidas (ONU), criar uma lei que puna e impeça as tentativas de expansão para Amazônia, por meio de verbas brasileiras e internacionais, pois é dever de ambos conservar a floresta, a fim de preservá-la e manter a diversidade ecológica e cultural da região, impedindo a crise econômica.