Quais são as consequências para a democracia quando a ciência é descredibilizada na sociedade?

Enviada em 25/05/2022

“O amor por princípio, a ordem por base; o progresso por fim”. Esse lema positivista, formulado pelo filósofo francês Auguste Comte, inspirou a frase política “Ordem e Progresso” exposta na célebre bandeira nacional. No entanto, o cenário desafiador vivenciado no Brasil representa uma antítese à máxima do símbulo pátria, uma vez que a descredibilização da ciência resulta na desordem e no retrocesso do desenvolvimento social e democrático. Desse modo, não só a falta de conhecimento, como também a falta de investimento educacional solidificam tal mazela.

Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre conteúdo científico, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema.

Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas, a taxa de investimento no Brasil, somando setores público e privado, está no seu menor nível dos últimos 50 anos. No entanto, para agir sobre problemas coletivos, como a questão do descrédito na ciência por parte da população, é preciso investimento massivo no setor educativo. Como há uma lacuna financeira no que tange ao problema, sua erradicação tem sido complicada.

Portanto, são necessárias medidas capazes de resolver o problema. Para isso, é imprescindível que o Estado por intermédio da mídia faça campanhas que combatam a desinformação, a fim de combater as chamadas “teorias da comspiração” e levar acesso a informação séria a população. Assim, será consolidada uma sociedade em que a descredibilização da ciência será algo do passado, bem como o Brasil andará rumo à ordem e ao progresso.