Quais são as consequências para a democracia quando a ciência é descredibilizada na sociedade?
Enviada em 26/05/2022
A ciência, conjunto de conhcimentos e processos empíricos e metódicos, surgidos primordialmente na grécia junto da filosofia, tem acompanhado a humanidade por séculos e constitui um dos pináculos da civilidade. Galileu Galilei, precursor da ciência moderna, proferiu a seguinte frase: “Não me sinto obrigado a acreditar que o mesmo Deus que nos dotou de sentidos, razão e intelecto, pretenda que não os utilizemos.” A existência de Deus é uma incógnita, mas que o ser humano é dotado de razão e intelecto, isso sim é um fato inegavel, porém o que observa-se hoje é a negação dessas capacidades tão inestimaveis.
Dessa forma, partindo da afirmação do filósofo Aristóteles, de que o homem é um ser político, temos a crucialidade dos avanços tecnologicos conquistados por meio da ciência, pois sem eles as urnas, vacinas, intenet e os regulamentos de trânsito, capacitores do funcionamento da politica democrática, não existiriam, no entanto, o problema nasce quando a credibiliade do conhecimento acadêmico é contestada e vê-se na sociedade uma regressão dos avanços por eles alcançados.
Por conseguinte, está claro que o processo democrático depende muito da educação, sendo por meio dela que os indivíduos aprendem a exercer sua cidadania. O artigo vigésimo sexto da Declaração Universal dos Direitos Humanos garante à todo integrante da família humana o direito de acesso à educação, não qualquer educação, mas uma que expanda a personalidade do homem e repasse os valores de união e fraternidade, no entanto isso mostra-se inexequível para uma civilização onde a ciência é frequentemente contestada e despida de sua relevância.
Sendo assim, em observância dos tópicos abordados, vê-se como saída para a recorrente onda de desinformações e “fake news”, a criação de uma cultura onde as metodologias acadêmicas sejam mais valorizadas. Como agentes dessa transformaçõ tem-se a comunidade acadêmica, atuando por meio de divulgação cientifica e atuação ativa e constante na educação elementar, fundamental e no ensino médio, de modo a criar desde cedo uma mentalidade mais crítica para as próximas gerações, com finalidade de fazê-las combater o negacionsmo.