Quais são as consequências para a democracia quando a ciência é descredibilizada na sociedade?
Enviada em 28/05/2022
A ideia de democracia surgiu na Grécia Antiga com Clístenes como fundador e, desde então, a participação popular vem sendo uma realidade.A problemática se estabelece quando essa presença é corrompida por imaginários que negam fatos científicos. Tal cenário possui fruto inegável na manipulação da opinião pública. Assim, entre os fatores que aprofundam esse panorama, pode-se destacar tanto a negação em enxergar a realidade quanto a configuração tecnicista das escolas.
Diante desse cenário, pode-se observar que a seletividade informacional,somada ao manejo estratégico das ideias, contribui para que a democracia seja suscetível às teses sem fundamento. Isso acontece porque as massas são controladas por líderes aproveitadores da ignorância alheia, já que esses são mais vulneráveis a crer naquilo que convém. Sobre esse quadro, o filósofo Platão, expõe o Mito da Caverna, para quem, os indivíduos estão presos em grutas escuras e preferem acreditar nas sombras projetadas nas paredes, ao invés de encarar a realidade, como é o caso daqueles que participam democraticamente sem creditar suas afirmações na ciência.
Sob outra perspectiva, é imperativo notar que a educação formalizadora, aliada à crescente manipulação pública, gera a persistência da discrença na ciência na crise democrática. Essa situação acontece pois, os colégios estão preocupados em criar armazenadores de informações técnicas e, dessa forma, negligenciam o pensamento crítico dos alunos.Nesse sentido, o filósofo Albert Einsten, acrescenta que “É um milagre que a curiosidade sobreviva à educação formal”, ao salientar que o subjetivo é prejudicada pelo ensino formal,principalmente no que se refere à capacidade de filtrar informações baseadas em evidências no exercício de debate.
Em resumo, persiste o movimento que diminui o meio científico na prática da democracia. Desse modo, o Governo Federal deve criar, por meio de decreto federativo, um Plano Nacional de Combate às Informações Falsas, a ser padronizado em todos os Estados, com palestras e oficinas ministradas, por Cientistas Políticos, no Ensino Médio das escolas públicas, sobre a importância de creditar a ciência, afim de que os jovens saibam discernir as informações com pensamento crítico.