Quais são as consequências para a democracia quando a ciência é descredibilizada na sociedade?
Enviada em 31/05/2022
Em 1904, no Rio de Janeiro, ocorreu a chamada Revolta da Vacina. Tal movimento levantado pela sociedade visava ir contra o governo que pretendia tornar obriga-tório a vacinação. De maneira análoga a isso, em 2020, o mundo sofreu com o contágio do Covid-19, um vírus mortal que lesionou diversos países. E assim como em 1904 a população rejeitou a ciência, no século XXI também tiveram opositores.
Neste prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a falta de informação so-bre a saúde pública ao povo e se a obrigatoriedade da vacina tiraria a liberdade de expressão.
Em primeira análise, evidencia-se que parte dos opositores à vacina alegavam que o material não era seguro por ter sido preparado em pouco tempo, o que mostra a ignorância por falta de conhecimento científico. Sob essa ótica, cerca de 30 mi-lhões de brasileiros aptos não quiseram se vacinar em 2021, no ápice da doença. Dessa forma, percebe-se que há desprovimento de sapiência no campo científico na sociedade brasileira, e tal falta de atentamento à ciência os expõe à enfermi-dades.
Além disso, é notório que a falta de censo comum também é um problema tratan-do-se de saúde pública, pois é algo que depende de toda a comunidade. Sendo as-sim, a tal “Liberdade de expressão” deve ser pensada no coletivo. Assim como o filósofo Edmund Burke citou “um povo que não conhece sua história está fadado a repeti-la”. Consoante a isso, se a população for carente de conhecimento e não levar a ciência a sério, as consequências serão drásticas e invés de aprendermos com o passado, seremos destinados à errar novamente.
Depreende-se, por tanto, a adoção de medidas que venham ampliar a divulgação sobre a importância do apoio à ciência. Dessa maneira, cabe à OMS - Organização Mundial da Saúde- e ao governo expor à população a proeminência da ciência, por meio de comerciais, publicações sobre o tema e fornecimento de materiais de fácil acesso, utilizando o dinheiro dos impostos direcionados à saúde. Somente assim, o povo será bem orientado e seguirão com confiança os protocolos de se-gurança para prevenções e impedir o alastramento de doenças que tanto nos a-pavoram.